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1 mês

Sánchez promete "máxima firmeza" para restabelecer normalidade em Ceuta

18/05/2021 17h44

Madri, 18 mai (EFE).- O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, garantiu nesta terça-feira que terá "a máxima firmeza" para normalizar a situação na cidade espanhola de Ceuta, no norte da África, após a entrada maciça de imigrantes vindos do Marrocos.

Pelo menos 6.000 marroquinos em situação irregular, segundo fontes oficiais, entraram nas últimas 24 horas em Ceuta, dos quais 1.500 já foram devolvidos ao seu país, informou hoje o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska.

A polícia espanhola começou nesta terça-feira a devolver dezenas de imigrantes sem a menor formalidade através das cercas de fronteira de Ceuta, segundo pôde constatar a Agência Efe.

Jovens e crianças em sua maioria são acompanhados sem oferecer a menor resistência pela polícia, que os colocam em terra de ninguém para regressar ao Marrocos.

Além das forças policiais, o governo espanhol também enviou tropas do exército para a cidade do norte de África.

Diante desta situação, Sánchez cancelou a viagem que tinha planejado fazer hoje a Paris para participar em uma cúpula sobre o financiamento da África organizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e fará nas próximas horas uma declaração institucional sobre o incidente, que representa a maior onda de chegada de imigrantes por via marítima em território espanhol até hoje.

Em uma mensagem no Twitter, o presidente do governo espanhol salientou que a sua prioridade é devolver a normalidade a Ceuta.

"Seus cidadãos devem saber que têm o apoio absoluto do governo da Espanha e a máxima firmeza para garantir sua segurança e defender sua integridade como parte do país face a qualquer desafio", acrescentou o chefe do Executivo espanhol na mensagem.

Sanchez disse também que a ordem pública será garantida "em qualquer circunstância".

A pressão migratória foi constante durante todo o dia de ontem em Ceuta e as autoridades da cidade estão realizando todas as "ações necessárias" para "reverter a situação atual e regressar o mais rapidamente possível à normalidade", de acordo com fontes oficiais locais.

Unidades do exército espanhol já estão trabalhando em coordenação com outras forças de segurança no controle da entrada de migrantes, que chegaram a nado ou a pé ao longo da fronteira com o Marrocos.

Além do que aconteceu em Ceuta, dezenas de imigrantes subsaarianos saltaram a cerca fronteiriça entre Espanha e Marrocos em Melilla, também localizada no norte da África.

Ao longo de 2021 foram registradas várias entradas a nado desde o Marrocos, a mais recente em 27 de abril, embora durante 15 anos não tivesse havido uma chegada maciça como a de segunda-feira em um único dia, e na ausência de vigilância pelas autoridades marroquinas, segundo constatou a Efe.

Por sua parte, a ministra das Relações Exteriores espanhola, Arancha González Laya, comentou ainda que não lhe constava que o que aconteceu poderia ser uma medida de pressão por parte do Marrocos devido à presença do líder da Frente Polisario, Brahim Ghali, em um hospital espanhol.