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1 mês

Venezuela nega ter recebido doação de US$ 1,2 bilhão dos EUA

04/06/2021 19h48

Caracas, 4 jun (EFE).- O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, negou nesta sexta-feira que o governo tenha recebido uma doação de US$ 1,2 bilhão dos Estados Unidos, contrariando uma informação passada ontem pelo representante americano no país caribenho, James Story.

"É mentira. Doaram US$ 1,2 bilhão para a Venezuela? Para quem, quando e onde? O que fizeram foi bloquear ilegalmente nossos recursos, impedir que nos financiassem, nos vendessem suprimentos de saúde, roubaram empresas e ativos, para gerar sofrimento e dor no país", escreveu Arreaza no Twitter.

A reação do chanceler é divulgada depois de Story ter desmentido o presidente Nicolás Maduro, que criticou o plano dos EUA de doar vacinas contra a Covid-19 para países que delas precisam, menos para a Venezuela.

"James Story acaba de declarar que o governo de Joe Biden vai doar vacinas ao mundo, mas que não vai doá-las à Venezuela", disse Maduro, acrescentando que o motivo da recusa é o "ódio" que os americanos sentem do país sul-americano.

Story, que opera na Colômbia, refutou imediatamente as declarações do presidente venezuelano e reiterou a "vontade" dos EUA de ajudar a Venezuela.

"Negamos veementemente que os EUA não doarão vacinas contra a Covid-19 à Venezuela. Reiteramos nossa vontade de resolver a crise humanitária que a Venezuela enfrenta, para a qual doamos mais de US$ 1,2 bilhão", escreveu Story no Twitter, sem especificar em que momento ocorreu a suposta doação ou em qual conceito.

O representante americano acrescentou que a "abordagem" de seu país é ajudar o povo venezuelano, mas esclareceu que para isso "é necessário que haja um sistema transparente de vacinação".

A Venezuela começou no sábado passado uma nova fase da campanha de vacinação em vários pontos do país, apesar de não ter detalhado o plano que está sendo executado, que é, segundo a oposição e as organizações de saúde, discriminatório, por usar como referência o Sistema Pátria, cadastro utilizado para a distribuição de auxílios estatais.

A falta de informações sobre o plano de vacinação gerou desconfiança entre diversos setores nacionais e internacionais, entre os quais está o governo dos Estados Unidos, que exige transparência para que uma possível doação de vacinas seja efetivada.