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1 mês

Macron é agredido durante viagem oficial ao sul da França

08/06/2021 14h54

Paris, 8 jun (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, foi esbofeteado nesta terça-feira por um homem durante uma viagem oficial ao departamento de Drôme, no sul do país, onde guarda-costas entraram em ação rapidamente e duas pessoas foram detidas.

A imagem circulou rapidamente nas redes sociais e mostra como o presidente se aproxima de uma cerca para cumprimentar as pessoas que o esperavam na rua. Ao apertar a mão de um homem, o presidente recebe um tapa no rosto.

O Palácio do Eliseu limitou-se a confirmar que "um homem tentou agredi-lo" - embora o vídeo dê a impressão de Macron realmente levou o tapa -, e ressaltou que não comentaria mais o caso, embora tenha especificado que a interação do presidente com as pessoas no local continuou após o incidente.

O presidente esteve na região para a segunda etapa de uma mini turnê que está fazendo pela França para "tomar o pulso" do país, em suas próprias palavras, no mesmo mês das eleições regionais, que serão realizadas nos próximos dias 20 e 27, faltando um ano para as eleições presidenciais.

Não é a primeira vez que um de seus encontros diretos com a população termina em incidentes.

Em março de 2017, quando ainda candidato à presidência, foi atingido por um ovo em visita ao Salão da Agricultura de Paris, e em junho de 2016, como ministro da Economia do governo de François Hollande, um grupo de sindicalistas fez o mesmo em Montreuil, nos arredores da capital.

A reação da classe política não demorou muito para mostrar sua condenação pelo incidente de hoje.

Entre eles, o primeiro-ministro Jean Castex, que falou na Assembleia Nacional: "A democracia é debate, diálogo, confronto, expressão de desentendimentos legítimos, mas não pode ser em caso algum violência, agressão verbal e muito menos agressão física", afirmou.

Em sua opinião, através do chefe de Estado, toda a democracia foi atacada.

A presidente do partido de extrema-direita Reagrupamentos Nacional, Marine Le Pen, escreveu no Twitter que "embora o debate democrático deva ser duro, ele não pode tolerar violência física em nenhum caso", por isso condenou com veemência o que aconteceu hoje que ela classificou como "intolerável".

Na mesma rede social, o esquerdista Jean-Luc Mélenchon afirmou: "Você está começando a entender desta vez que a violência acontece com o ato? Eu me solidarizo com o presidente", disse o líder do França Insubmissa.

Mélenchon esteve recentemente no centro da polêmica ao garantir em um programa de televisão que na última semana da campanha presidencial haveria "um incidente grave ou um assassinato".

Sua declaração foi rapidamente criticada e o próprio Macron fez um apelo, observando que "a vida democrática precisa de tranquilidade e respeito de todos, tanto dos líderes políticos quanto dos cidadãos".