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Ex-presidente da Nicarágua Enrique Bolaños Geyer morre aos 93 anos

15/06/2021 18h18

Manágua, 15 jun (EFE).- O ex-presidente da Nicarágua Enrique Bolaños Geyer, que ficou no poder entre 2002 a 2007, morreu aos 93 anos, após passar por "problemas de saúde", informaram seus familiares nesta terça-feira.

"É com grande pesar que a família do engenheiro Enrique Bolaños Geyer, ex-presidente da República da Nicarágua, comunica a sensível morte de seu querido pai, avô e bisavô, ocorrida às 23h05 (hora local) de 14 de junho", comunicaram seus familiares na conta do Facebook da biblioteca virtual que leva o nome do ex-presidente.

Os motivos da morte de Bolaños, que estava com a saúde debilitada desde agosto de 2020, não foram divulgados. Duas semanas atrás, ele havia recebido uma dose da vacina russa Sputnik V contra a covid-19.

Os familiares do ex-presidente manifestaram seu interesse em que o funeral fosse realizado de forma discreta no município de Nindirí, a 21 quilômetros de Manágua, devido à pandemia.

Bolaños, que se destacou durante o mandato pelo saneamento da economia nicaraguense e pelo combate à corrupção de seu antecessor, o presidente Arnoldo Alemán, era um crítico do atual mandatário, Daniel Ortega.

Durante a eclosão da crise sociopolítica de 2018, Bolaños recomendou que Ortega renunciasse à presidência e, no ano passado, criticou o ex-guerrilheiro sandinista por sua gestão da pandemia da covid-19.

Bolaños foi um empresário que entrou na política ao defender o sindicato empresarial no primeiro mandato de Ortega (1979-1990), pelo qual sofreu prisão e expropriações.

A sua militância na comunidade empresarial levou-o à vice-presidência entre 1997 e 2000, durante o mandato de Alemán, de onde promoveu a modernização do setor público e a separação dos Poderes do Estado.

Conhecido pela sua transparência, em 2007 Bolaños recusou-se a receber os cheques que lhe correspondiam como deputado perante a Assembleia Nacional por ser ex-presidente.

Como presidente se destacou na área econômica, ao assinar o Tratado de Livre-Comércio entre Estados Unidos, América Central e República Dominicana (atual DR-Cafta), conseguindo o perdão de 80% da dívida externa do país, fechando com níveis positivos de crescimento econômico, controlando a dívida do Estado e dando estabilidade ao Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS), cujos problemas financeiros no governo Ortega provocaram a crise de 2018.