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1 mês

OTAN afirma que ação "agressiva" da Rússia é uma ameaça à segurança

15/06/2021 03h49

Bruxelas, 14 jun (EFE).- A OTAN afirmou nesta segunda-feira que as ações "agressivas" da Rússia constituem "uma ameaça à segurança euro-atlântica" e garantiu que, "nas atuais circunstâncias", o conflito na Ucrânia é "o primeiro ponto" da agenda da Aliança Atlântica.

"A recente escalada militar maciça e as atividades de desestabilização na Ucrânia e ao redor dela aumentaram ainda mais as tensões e minaram a segurança", destacaram os 30 líderes da OTAN nas conclusões da cúpula realizada hoje em Bruxelas.

Os aliados mais uma vez reiteraram sua condenação da anexação "ilegal" da Crimeia em 2014 e exigiram que Moscou retire suas tropas no leste da Ucrânia e pare de restringir a navegação no Mar Negro e impedir o acesso ao Mar de Azov, como vem fazendo desde abril.

Além disso, lembraram que a Rússia é um dos signatários dos acordos de paz de Minsk e destacaram que "como tal tem uma grande responsabilidade" e, por isso, pediram ao Kremlin que pare de "alimentar" o conflito com seu apoio militar e financeiro às tropas no leste da Ucrânia.

Em relação ao flanco oriental da OTAN, pediram ao governo russo que deixasse de reconhecer a independência das regiões da Abecásia e da Ossétia do Sul - após a guerra na Geórgia em 2008 - e para retirar sua presença na Moldávia.

Entre as ameaças que a Rússia representa para a Aliança, a OTAN também citou, além da guerra na Ucrânia, sua integração militar com Belarus, as "violações contínuas" do espaço aéreo da organização e o lançamento de mísseis em Kaliningrado, bem como a "diversificação" de seu arsenal nuclear.

Também foi mencionada a "escalada" de suas ações híbridas, como suas "tentativas de interferir nas eleições" de membros da OTAN, suas campanhas de desinformação e sua postura de "olhar para o outro lado" em relação aos "cibercriminosos" que agem em seu território.

"Continuaremos a responder ao ambiente de segurança em deterioração, melhorando nossa postura de dissuasão e defesa, inclusive por meio de uma presença avançada na parte oriental da Aliança", garantiram os países da Aliança Atlântica.

"Não pode haver retorno à normalidade nas relações com a Rússia até que haja demonstrações que está em conformidade com o direito internacional", completaram.

No entanto, os aliados mostraram-se dispostos a "dialogar" com Moscou, no marco do Conselho OTAN-Rússia, que o Kremlin se recusa a realizar, segundo disse no último dia 11 o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg.