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1 mês

Israel emprestará à ANP mais de 1 milhão de doses da vacina da Pfizer

18/06/2021 16h35

Jerusalém, 18 jun (EFE).- Israel fará um empréstimo à Autoridade Nacional Palestina (ANP) nos próximos dias de entre 1 milhão e 1,4 milhão de doses da vacina Pfizer contra a covid-19, que estão perto de expirar, segundo informou nesta sexta-feira o gabinete do primeiro-ministro Naftali Bennett.

Em troca, a ANP prometeu devolver a Israel a mesma quantidade de vacinas da Pfizer que espera receber entre setembro e outubro de 2021, conforme acordo firmado hoje pelas partes na primeira semana do novo governo liderado pelo ultranacionalista Bennett.

Israel realiza uma das campanhas de vacinação mais rápidas do mundo, o que permitiu suspender as restrições para conter a covid-19, incluindo o uso obrigatório de máscaras em ambientes internos esta semana.

No entanto, também tem recebido muitas críticas de grupos de direitos humanos e profissionais de saúde por não ajudar os palestinos, já que a campanha de imunização na Cisjordânia e em Gaza avança lentamente e com muitos obstáculos, colocando em risco tanto a população palestina como a israelense.

Embora a barreira de segurança separe a maior parte da Cisjordânia de Israel, e haja uma cerca quase hermética entre Israel e Gaza, toda a região é considerada uma unidade epidemiológica.

De acordo com o Ministério da Saúde da ANP, até esta semana, 436.275 pessoas haviam recebido pelo menos uma dose, e cerca de 260.000 receberam as duas doses.

Esses números incluem os mais de 100.000 trabalhadores palestinos que Israel vacinou desde março, uma vez que eles entram em contato regular com israelenses em seus locais de trabalho.

A cifra também inclui cerca de 52.000 palestinos na Faixa de Gaza que foram vacinados.

Até agora, Israel se absteve de lançar uma campanha para vacinar a população palestina em geral, apesar dos apelos de várias organizações, de uma petição ao Tribunal Superior de Justiça e da insistência de especialistas em saúde.

Sob o governo de Benjamin Netanyahu, que terminou esta semana, Israel argumentava que, segundo os Acordos de Oslo, os palestinos são responsáveis pelas imunizações na Cisjordânia, enquanto Gaza é controlada pelo movimento islâmico Hamas, considerado um grupo terrorista pelas autoridades israelenses.

A ANP recebeu doses por meio do consórcio Covax, um programa global de vacinas para países pobres e de renda média apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que busca fornecer doses gratuitas suficientes para imunizar até 20% da população de cada país participante.

O Covax pretende fornecer cerca de 400.000 doses da AstraZeneca aos palestinos, de acordo com o Unicef.

Os palestinos sofreram sua pior onda de covid-19 em março e abril deste ano, quando atingiu o pico de quase 3.000 novos casos por dia; mas, após um confinamento estrito, os números caíram para cerca de 250 casos por dia.

Em Israel, a campanha de vacinação bem-sucedida - mais da metade da população recebeu o esquema completo de vacinação - reduziu o número de novos casos diários de 8.600 em média no auge da crise para apenas 13 na última quarta-feira.