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Funeral no Haiti de presidente assassinado é marcado por protestos

24/07/2021 01h10

Cap-Haitien (Haiti), 23 jul (EFE).- O funeral do presidente do Haiti, Jovenel Moise, perto da cidade de Cap-Haitien, foi marcado nesta sexta-feira por protestos com barricadas em chamas em ruas próximas ao local da cerimônia, o que levou a Polícia Nacional a usar gás lacrimogêneo para conter os manifestantes.

O gás usado pelos policiais foi sentido na residência onde o funeral estava sendo realizado. Também foram ouvidas rajadas de tiros dadas pela polícia para abrir caminho para as numerosas comitivas que saíam do local.

O foco da tensão de hoje aconteceu em ruas próximas ao local da cerimônia, enquanto no centro de Cap-Haitien a situação estava calma, ao contrário do que aconteceu ontem, quando várias ruas foram bloqueadas por barricadas.

Uma missa foi realizada na catedral de Cap-Haitien nesta quinta, mas foi interrompida em várias ocasiões por apoiadores do presidente, que pediam justiça. Moise foi morto a tiros em sua residência em Porto Príncipe na madrugada de 7 de julho, em um ataque armado realizado por ex-militares colombianos, que invadiram a casa sem encontrar resistência dos guardas que vigiavam o local.

Em seu discurso de hoje na cerimônia civil, a primeira dama, Martine Moise, que foi baleada, mas sobreviveu ao atentado, também exigiu que os responsáveis pelo crime sejam punidos e afirmou que o marido foi "abandonado e traído". EFE

mmv/dr/id

(foto) (vídeo)