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López Obrador sugere a Biden que tome uma decisão sobre bloqueio a Cuba

26/07/2021 23h21

Cidade do México, 26 jul (EFE).- O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, pediu nesta segunda-feira ao presidente americano, Joe Biden, que tomasse uma decisão a respeito sobre o embargo de mais de seis décadas a Cuba.

"Eu acho que o presidente (Joe) Biden deve tomar uma decisão sobre isso. É um apelo respeitoso, sem qualquer ponto de vista de interferência, mas temos de separar o político do humanitário, a vida é a coisa mais importante, é a coisa principal em matéria de direitos humanos", disse o presidente mexicano em sua habitual entrevista coletiva matinal.

Ele ressaltou que neste momento não é possível querer punir um país independente com um bloqueio, por esta razão pediu a Joe Biden que tomasse uma decisão sobre o assunto.

López Obrador sugeriu permitir que as famílias cubanas recebam remessas de quem trabalha nos EUA ou em qualquer outra parte do mundo.

"Muitas coisas poderiam ser feitas, mas sugiro apenas uma, com todo o respeito por todas as nações, que as famílias cubanas sejam autorizadas a receber remessas de quem vive e trabalha nos Estados Unidos ou em qualquer outro país do mundo", afirmou.

Ele ressaltou que o México recebe apoio de migrantes que enviam US$ 4 bilhões por mês.

O presidente mexicano lembrou que a atual situação sanitária em Cuba é "difícil e não deveria haver bloqueios".

López Obrador aproveitou a oportunidade para dizer que seu governo tomou a decisão de solidariedade, tendo em conta a situação em Cuba, de ajudar e mostrar solidariedade.

Ele lembrou que enviará dois navios da Marinha mexicana para Cuba com oxigênio, medicamentos e alimentos.

Sobre a proposta feita por ele no último final de semana de substituir a Organização dos Estados Americanos (OEA) e criar algo semelhante à União Europeia na América Latina, o presidente não quis se aprofundar no tema.

No entanto, disse que deve ser buscada uma nova relação entre todos os países do continente americano e as autoridades dos Estados Unidos, para que "nos integremos com respeito à soberania de cada país".

E garantiu que a política definida há 200 anos não funciona mais. "Não é bom para ninguém", afirmou.

O mandatário mexicano ressaltou que não deve haver mais invasões, anexações, bloqueios e que deveria haver cooperação para o desenvolvimento de todos os povos.