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Parlamentares não querem suspeitos de violência de gênero no governo peruano

29/07/2021 18h27

Lima, 29 jul (EFE).- Um grupo de pelo menos 15 parlamentares assinou uma exortação pública ao presidente do Peru, Pedro Castillo, pedindo-lhe que não incluísse em seu gabinete ministerial "pessoas vinculadas a atos de violência contra mulheres, meninas e meninos peruanos".

No documento, divulgado nas redes sociais, os legisladores destacam que o bicentenário da Independência do Peru "deve começar por transmitir mensagens de compromisso às mulheres" do país.

A declaração foi feita nas horas anteriores ao juramento simbólico de Castillo na Pampa de La Quinua, onde ocorreu a Batalha de Ayacucho, que selou a independência peruana, e onde ele revelará o nome de seu primeiro-ministro.

Entre os candidatos ao cargo estão a vice-presidente Dina Boluarte e o ex-deputado Roger Najar, figura polêmica por ter engravidado uma adolescente de 14 anos quando ele tinha cerca de 30 anos.

Najar - que era o chefe do plano do governo do Peru Livre - é próximo do polêmico Vladimir Cerrón, fundador do partido, que se declara marxista e foi condenado por corrupção.

O caso de Najar, de 64 anos, que também foi denunciado na época por não pagamento de pensão alimentícia à filha que teve com a jovem, é o que tem gerado esta onda de indignação principalmente entre setores da esquerda, que no entanto apoiam Castillo.

Desde que a Junta Nacional de Eleições (JNE), órgão eleitoral supremo do Peru, endossou a vitória de Castillo no segundo turno presidencial no último dia 19, o professor da escola rural manteve os nomes dos que formarão seu governo a sete chaves.

Entre os mais especulados para integrar sua equipe estão o economista Pedro Francke e o médico Hernando Cevallos para os Ministérios da Economia e Saúde, respectivamente, que são os que mais geram expectativas diante da conjuntura atual, marcada pela crise econômica desencadeada pelo pandemia do coronavírus e a continuidade da campanha de vacinação contra a doença.

Embora inicialmente o Conselho de Ministros estivesse inicialmente agendado para fazer o juramento ontem à tarde após o novo presidente, acabou sendo adiado para amanhã.