PUBLICIDADE
Topo

Estudo alerta para "mutações escapistas" do novo coronavírus

30/07/2021 22h51

Viena, 30 jul (EFE).- O risco do aparecimento de "mutações escapistas" do novo coronavírus, quer dizer, resistentes à proteção que dá uma vacina anti-covid-19, aumenta a medida que avança a imunização da população, segundo estudo científico apresentado nesta sexta-feira na Áustria.

Os pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia (IST), que tem sede nos arredores de Viena, garantiram que é preciso seguir mantendo as "medidas não farmacêuticas" para conter a propagação do patógeno.

A referência é ao uso de máscaras e ao distanciamento social entre pessoas.

Assim, o estudo do IST aconselha que as autoridades de Saúde de todo o planeta repensem as medidas atuais para combater a covid-19.

PROCESSO DINÂMICO.

"A aparição de variantes resistentes às vacinas pode acontecer com extrema velocidade, para que os atuais processos de imunização possam remediar as consequências sanitárias, econômicas e sociais da pandemia", advertem os especialistas.

Na pesquisa teve resultados apresentados hoje, em entrevista coletiva virtual, após publicação na revista "Scientific Reports". O estudo foi liderado por Fyodor Kondrashov e Simon Rella, para avaliar a propagação das chamadas variantes escapistas.

A principal conclusão parece paradoxal a primeira visa, pois o risco de que a propagação do novo coronavírus volte a estar fora de controle, devido a variantes resistentes, seria especialmente alto quando mais da metade da população esteja vacinada.

Segundo Kondrashov, contudo, "é difícil de prever" a evolução futura, mas é possível afirmar claramente que é mais provável que um patógeno como o vírus SARS-CoV-2 desenvolva uma mutação que supere a defesa imunológica riada mediante à vacinação, se sejam dadas várias oportunidades para que isso aconteça.

MINIREATOR OU CRIADOURO.

Cada pessoa infectada, de acordo com Rella, é como um "mini bioreator" ou um "mini criadouro" de uma nova variante.

No entanto, as conclusões da pesquisa apontam que a situação não reduz o papel das vacinas, que seguem sendo "nossa melhor opção" para prevenir a covid-19.

Os cientistas garantem que é importante que as campanhas de imunização ao redor do mundo aconteçam "da forma mais rápida possível e em escala mundial".

Os cálculos atuais indicam atualmente que é mais provável que seja imposta como dominante uma variante escapista do novo coronavírus quando já estejam totalmente imunizadas 80% de uma população simulada de 10 milhões de pessoas.