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1 mês

Chile defende 3ª dose apesar de recomendações de especialistas da OMS

15/09/2021 05h25

Santiago (Chile), 14 set (EFE).- O ministro da Saúde do Chile, Enrique Paris, defendeu nesta terça-feira a vacinação com terceira dose contra a covid-19, iniciada um dia após um estudo, que contou com a participação de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), ter indicado que a aplicação de doses de reforço ainda não é "apropriada".

"Pode ser visto como uma discrepância no direito à saúde o fato de alguns países já aplicarem uma dose de reforço, mas nós acreditamos que temos que proteger os nossos idosos e doentes crônicos", afirmou Paris em entrevista coletiva virtual com correspondentes estrangeiros.

Segundo o ministro, um estudo realizado no Chile, com a participação de mais de 570 voluntários, demonstrou que com as vacinas de Sinovac, Pfizer e AstraZeneca é produzida uma queda "muito importante" dos anticorpos depois dos seis meses da aplicação da segunda dose.

No entanto, uma pesquisa internacional, divulgada na segunda-feira pela revista "The Lancet", com a colaboração de cientistas da OMS, indicou que as doses de reforço não são "apropriadas" neste momento.

Uma das autoras, Ana María Henao Restrepo, afirmou que "não há provas de que está havendo uma redução substancial da proteção" contra a covid-19 e que, como o fornecimento é limitado, será possível salvar mais vidas "se as doses forem oferecidas a pessoas em risco e que ainda não foram vacinadas".

Na mesma linha, a OMS sugeriu no início de agosto uma moratória à aplicação de terceiras doses, de modo a garantir a vacinação em países de baixa renda e alcançar a meta de vacinar 10% da população mundial.

O Chile, com uma das campanhas de vacinação mais bem-sucedidas do mundo, já administrou 2,3 milhões de doses de reforço em pessoas com mais de 55 anos e doentes crônicos desde agosto.

Até o momento, 13,2 dos 19 milhões de habitantes do país já concluíram o processo de vacinação habitual e 1,4 milhões de menores já receberam ao menos uma dose das vacinas de Sinovac ou Pfizer.