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1 mês

EUA criticam China por "intimidar" outros países na região do Indo-Pacífico

17/09/2021 03h51

Washington, 16 set (EFE).- O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, criticou nesta quinta-feira os esforços da China para "intimidar" outros países e defendeu o pacto para o desenvolvimento de submarinos nucleares da Austrália em meio a um ambiente de "crescente disputa" na região do Indo-Pacífico.

As declarações de Blinken foram feitas em entrevista coletiva ao lado da ministra das Relações Exteriores australiana, Marise Payne, do secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e do ministro da Defesa australiano, Peter Dutton.

"Discutimos em detalhes as atividades desestabilizadoras da China e os esforços de Pequim para intimidar outros países", disse Blinken sobre as conversas com os ministros australianos.

Na quarta-feira os EUA assinaram um ambicioso pacto de defesa com Austrália e Reino Unido com o objetivo de fazer frente à China no Indo-Pacífico, incluindo o desenvolvimento de submarinos nucleares para os australianos.

Embora Blinken tenha evitado dizer que o pacto é uma resposta às atividades da China, observou que serão acompanhados de perto os esforços de Pequim para "minar o quadro internacional estabelecido" e alertou, em particular, para o "ambiente de segurança em crescente disputa" no Indo-Pacífico.

Entre outras consequências da aliança de ontem estão o cancelamento por parte da Austrália de um contrato estimado em 56 bilhões de euros para submarinos convencionais franceses, dando preferência aos submarinos nucleares americanos. Esta situação tem sido fortemente criticada pela França.

"Esta decisão unilateral, brutal e imprevisível é muito semelhante ao que o presidente (Donald) Trump fez", denunciou o ministro das Relações Exteriores francês, Jean Yves Le Drian, em entrevista à emissora "France Info", na qual insistiu que "isto não é feito entre aliados" e terá consequências.

Em resposta às críticas de Paris, Blinken enfatizou que a França "é um aliado vital" dos EUA.

"Não existe uma ruptura regional que separe os interesses dos nossos parceiros no Atlântico e no Pacífico", argumentou.