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1 mês

Chile reduz a 10 dias quarentena obrigatória para infectados vacinados

21/09/2021 00h39

Santiago (Chile), 20 set (EFE).- As autoridades sanitárias do Chile anunciaram nesta segunda-feira que as pessoas infectadas pela Covid-19 e que foram totalmente vacinadas terão que passar por uma quarentena obrigatória de dez dias, um dia a menos do que o exigido atualmente.

Para contatos próximos de pacientes com Covid-19 e que foram imunizadas, o período de isolamento obrigatório será reduzido de 11 para sete dias a partir da semana que vem.

A subsecretária de Saúde Pública, Paula Daza, explicou que as pessoas vacinadas, por terem uma carga viral menor, têm um risco menor de transmissão do vírus. "As mudanças foram baseadas em evidências existentes no mundo todo, o que foi feito em outros países, como o Reino Unido, e recomendações de especialistas", destacou Daza.

Graças a um dos processos de vacinação mais ágeis do mundo, 13,3 milhões dos 19 milhões de habitantes do Chile já têm seu calendário completo de vacinação, principalmente com a CoronaVac e, em menor grau, com Pfizer, AstraZeneca e CanSino. Além disso, o país está em meio a uma campanha para inocular pessoas com mais de 55 anos e doentes crônicos com a terceira injeção.

A pandemia em território chileno, que registrou até agora 1,64 milhão de casos de coronavírus e mais de 37,3 mil mortes por Covid-19, está sob controle desde agosto, embora as autoridades ainda mantenham um toque de recolher à meia-noite. O país está fechado para turistas até 1º de outubro.

"O que conquistamos não pode ser deixado para trás. Não queremos voltar atrás, queremos avançar", frisou o ministro da Saúde do Chile, Enrique Paris.

A mensagem de Paris vem após um fim de semana festivo, durante o qual mais de 334 mil veículos deixaram a região metropolitana de Santiago rumo a diferentes partes do país. As autoridades agora aguardam para ver como o panorama epidemiológico evolui após as muitas atividades comemorativas.

"Pedimos autocuidado durante as Festas da Pátria, e fizemos uma campanha para sermos testados em tempo hábil e estamos usando todas as variáveis para evitar um ressurgimento", detalhou o ministro.

Uma das regiões de preocupação é a de Arica e Parinacota, onde a maioria dos novos casos detectados corresponde à variante delta, da qual já existem mais de 2 mil registrados em todo o Chile. EFE

ssb/dr