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15 dias

Cidade do México rechaça acusação de que contratou médicos cubanos "falsos"

21/09/2021 03h02

Cidade do México, 20 set (EFE).- A Secretaria de Saúde da Cidade do México (Sedesa) informou nesta segunda-feira que os 585 médicos cubanos contratados em 2020 pela prefeitura da capital mexicana para enfrentar a pandemia do coronavírus estavam credenciados pelo Ministério da Saúde da ilha e não eram "falsos", refutando assim uma acusação feita por senadores de oposição.

"Foram incorporados desde 27 de abril (2020), 585 cooperantes, todos profissionais de saúde credenciados pelo Ministério da Saúde de Cuba, com perfis em epidemiologia, medicina geral abrangente, medicina crítica, biomedicina, enfermagem geral e enfermagem especializada", disse a Sedesa em comunicado.

A nota foi divulgada após senadores do Partido de Ação Nacional (PAN) denunciarem que o governo do México e a prefeitura da capital teriam contratado profissionais cubanos de saúde que não possuíam diplomas universitários para atender a pacientes com covid-19 no México.

Julen Rementería, coordenador do PAN no Senado mexicano, denunciou nesta segunda-feira que foram gastos pouco mais de 255,87 milhões de pesos (cerca de US$ 12,7 milhões) em 2020 na contratação de profissionais cubanos que não tinham um diploma para respaldar sua experiência.

Além disso, ele pediu informações sobre esses especialistas a pelo menos seis órgãos públicos e nenhum deles pôde lhe dar uma resposta, então ele concluiu que se tratava de um caso de "falsos" médicos.

Segundo a Sedesa o acordo com o Ministério da Saúde cubano tinha como objetivo "a cooperação técnica, científica e acadêmica em saúde e prevenção, para fortalecer a estratégia mexicana de combate à doença diante da emergência sanitária".

A secretaria informou que os profissionais cubanos prestaram apoio na atenção primária, no desenvolvimento de atividades técnicas, científicas e acadêmicas na área da saúde, "trabalhando 40 horas por semana".

Em abril de 2020, o secretário de saúde do México, Jorge Alcocer, assinou um acordo autorizando os governos locais a "contratar profissionais de saúde treinados no exterior" pela duração da pandemia.

A decisão gerou controvérsia no país por causa do custo dos serviços médicos e das atividades que eles realizariam. EFE

csr/id