Topo

Esse conteúdo é antigo

EUA anunciam que não há mais migrantes haitianos em ponte de fronteira

25/09/2021 01h07

Washington, 24 set (EFE).- O secretário de Segurança nacional dos Estados Unidos (DHS), Alejandro Mayorkas, anunciou nesta sexta-feira que não há mais migrantes haitianos no acampamento que foi montado há semanas sob uma ponte na fronteira com o México.

"Não há mais migrantes no acampamento sob a ponte (na cidade) de Del Rio", declarou Mayorkas em entrevista coletiva na Casa Branca, onde confirmou que seu departamento organizou até agora 17 voos de deportação para o Haiti, nos quais cerca de 2 mil pessoas foram transportadas.

Del Rio é uma cidade do Texas na fronteira com o México, onde milhares de migrantes, a maioria haitianos, chegaram neste mês. Eles se reuniram em um acampamento montado sob uma ponte de fronteira.

Segundo o secretário de Segurança Nacional, cerca de 30 mil pessoas foram realizadas em Del Rio desde o último dia 9, com até 15 mil em um único dia. "Uma chegada em massa sem precedentes a um único ponto da fronteira em questão de poucos dias", resumiu Mayorkas.

O secretário, que está encarregado da proteção das fronteiras e do sistema de imigração dos EUA, confirmou que 8 mil desses migrantes decidiram retornar voluntariamente ao México e cerca de 5 mil já foram processados para determinar se serão removidos ou enfrentarão procedimentos de deportação.

Além disso, 12,4 mil migrantes podem ter seu caso ouvido por um juiz de imigração para determinar se estão autorizados a permanecer nos EUA.

Mayorkas decidiu, entretanto, que os migrantes que entram irregularmente continuarão sendo removidos sob o Título 42, uma polêmica regra que permite a remoção imediata de imigrantes indocumentados sob o pretexto da saúde pública, neste caso a pandemia da Covid-19.

Ele também comentou as imagens de agentes da Patrulha de Fronteira sobre cavalos agredindo migrantes e confirmou que haverá uma investigação a respeito.

"O Departamento não tolera mau trato algum contra nenhum migrante e não tolerará nenhuma violação de seus valores, princípios e ética", disse o secretário.