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1 mês

Laura Richardson tomará posse como 1º mulher a chefiar o Comando Sul dos EUA

15/10/2021 22h04

Miami, 15 out (EFE).- O Comando Sul dos Estados Unidos, com sede na Flórida, anunciou nesta sexta-feira que a tenente-general Laura J. Richardson tomará posse no dia 29 de outubro como a primeira mulher a liderar a instituição do Exército que coopera em temas de segurança com os governos da América Latina e do Caribe.

Richardson, de 57 anos e que antes da cerimônia de troca de comando será promovida a general, substituirá o almirante da Marinha Craig S. Faller, que assumiu o cargo em novembro de 2018.

Na nova posição, Richardson, que no passado foi enviada para operações de apoio no Iraque e no Afeganistão, é responsável pela cooperação dos EUA em defesa e segurança com países parceiros na América Latina e no Caribe, assim como pelas operações militares dos EUA na região.

Em entrevista recente à Agência Efe, o almirante Faller observou que Richardson "é extremamente talentosa" e enfrentará essencialmente os mesmos desafios, especialmente os antidemocráticos, que enfrentou desde que assumiu a chefia da entidade.

Casada com o tenente-general Jim Richardson, subcomandante do Comando Futuro do Exército no Texas, Richardson foi confirmada em agosto pelo Senado dos EUA, depois de ter sido nomeada pela Casa Branca. Ela também serviu como general comandante do Exército Norte dos EUA na Base Conjunta de San Antonio, no Texas.

Faller, de 60 anos, se aposentará após quase quatro décadas de serviço militar como oficial naval. O almirante também tem sido um crítico do governo de Nicolás Maduro na Venezuela, considerando-o uma "desgraça" que "destruiu o país durante 25 anos, arruinou o seu povo e violou os seus direitos humanos", segundo disse à Efe.

Observou então que estão concentrados em ajudar a Colômbia, que absorveu um "tremendo aumento de emigrantes venezuelanos".

Como chefe do Comando Sul, o almirante insistiu em aumentar os recursos de apoio às operações de combate aos narcóticos na Colômbia e também supervisionou a assistência de resposta à covid-19 no Caribe e na América Latina e as operações de socorro após furacões devastadores na América Central e do recente terremoto no Haiti. EFE