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Conteúdo publicado há
1 mês

Suposto testa de ferro de Maduro comparece a 1ª audiência nos EUA

18/10/2021 23h18

Miami, 18 out (EFE).- O empresário colombiano Álex Saab, suposto testa de ferro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, compareceu nesta segunda-feira à sua primeira audiência por suposta lavagem de dinheiro em um tribunal nos Estados Unidos, onde responde a sete acusações de lavegem de dinheiro e uma de conspiração para cometer o crime.

Na breve audiência, a primeira desde que Saab foi extraditado Cabo Verde no sábado passado, o juiz John O'Sullivan, do Distrito Sul da Flórida, fez a leitura inicial das acusações, que o empresário ouviu de uma cela de prisão em Miami.

Saab, de 49 anos, foi trancado sozinho na cela, sem algemas, vestindo um roupão laranja, e está sendo representado pelo advogado Henry Bell.

A audiência de detenção em que as acusações serão formalmente lidas, assim como o pedido de fiança, foi marcada pelo juiz para 1º de novembro, após Bell ter pedido mais tempo por se tratar de um "caso complicado".

Entretanto, o procurador Kurt Lunkenheimer antecipou que Saab representa um "risco de fuga" e declarou ao juiz que o acusado tinha acabado de ser extraditado após "lutar contra a extradição durante mais de 400 dias na República de Cabo Verde".

O juiz esclareceu à imprensa que é "ilegal" gravar e publicar vídeos ou áudios da audiência, que foi feita pela plataforma Zoom.

Durante a audiência, O'Sullivan perguntou se Saab concordava com a audiência online, e o detido respondeu afirmativamente. Também foi perguntado se Bell o representaria na questão da fiança, o que foi confirmado.

As oito acusações que Saab enfrenta desde julho de 2019 nos EUA - sete acusações de lavagem de dinheiro e uma de conspiração para cometer o crime - envolvem violações da Lei de Práticas Corruptas no Exterior, disse o Departamento de Justiça nesta segunda-feira.

A acusação alega que, entre novembro de 2011 e pelo menos setembro de 2015, Saab e Álvaro Pulido, que está em liberdade, conspiraram com outros para encobrir os lucros de uma rede de corrupção sustentada por propinas para ganhar licitações públicas e fraudar o sistema de controle cambial.

Como resultado do esquema, Saab e Pulido transferiram da Venezuela, através dos EUA, cerca de US$ 350 milhões para contas que possuíam ou controlavam em outros países, de acordo com a procuradoria. EFE