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Conteúdo publicado há
1 mês

Chile registra 2 mortes em atos por aniversário de onda de protestos no país

19/10/2021 13h20

Santiago do Chile, 19 out (EFE).- Os atos convocados para acontecer na noite desta segunda-feira, visando relembrar os dois anos do início de uma onda de protestos no Chile, deixaram, pelo menos, dois mortos e 450 detidos.

As informações são Carabineros, a polícia militarizada do país, que ainda divulgou nesta terça-feira o registro de, no mínimo, 480 manifestações de violência, como barricadas, roubos, destruição de mobiliário público, ataques à quartéis.

As duas mortes ocorreram na periferia de Santiago, ambas por disparo de arma de fogo, durante tentativa de saque a estabelecimento comercial, segundo a força de segurança local.

Ontem à noite, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em ato devido aos dois anos da onda de protestos no Chile, que teve como resultado prático a convocação de uma Assembleia Constituinte.

A maior concentração aconteceu na Praça Itália, no centro de Santiago, com cerca de 10 mil participantes, de acordo com informações divulgadas pela polícia.

Durante o ato, alguns grupos isolados provocados distúrbios, houve registro de saques, incêndios, destruição do mobiliário público e ataques contra a propriedade privada.

De acordo com o balanço provisório, em Santiago, além da morte de duas pessoas, foram registrados também dezenas de feridos, além de 450 foram detidas em todo o país, grande parte por vandalismo.

Em outras cidades chilenas também aconteceram marchas, que contaram com menor número de pessoas. Em Valparaiso, La Serena e Antofagasta, também houve confronto entre manifestantes e policiais.

INTENSOS PROTESTOS.

A partir de 18 de outubro de 2019, o Chile teve os maiores protestos populares desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet. Os atos, que sofreram forte repressão, resultado em cerca de trinta mortes e milhares de feridos.

Diversos atos de violência foram realizados por manifestantes, e órgãos internacionais de direitos humanos denunciaram o uso de força desproporcional dos agentes de segurança locais. EFE