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1 mês

EUA: visita de Blinken a Equador e Colômbia envia "claro sinal" de apoio

19/10/2021 03h02

Washington, 18 out (EFE).- O subsecretário para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos Estados Unidos, Brian A. Nichols, disse nesta segunda-feira que a visita do secretário de Estado americano, Antony Blinken, a Equador e Colômbia entre amanhã e quinta-feira envia um "sinal claro" de apoio a esses países.

Em entrevista telefônica antes da visita do chefe da diplomacia americana, Nichols enfatizou a importância da relação com Quito e Bogotá e se referiu aos valores que compartilham, incluindo a "democracia", assim como o desafio à região representado pelos fluxos migratórios procedentes de Venezuela e do Haiti.

"A visita do secretário a Colômbia e Equador envia um sinal claro de que apoiamos democracias vibrantes e inclusivas que respeitem os direitos de seus cidadãos", afirmou Nichols, que acompanhará Blinken na viagem.

Nichols também confirmou que o secretário de Estado vai se reunir amanhã com o presidente do Equador, Guillermo Lasso, e seu ministro das Relações Exteriores, Mauricio Montalvo, em Quito.

Na quarta-feira, ele fará um discurso sobre "os desafios que a região enfrenta" e participará de uma reunião com empresários equatorianos para destacar oportunidades de colaboração com pequenas e médias empresas, incluindo mulheres empresárias.

Depois, Blinken viajará para Bogotá, onde está agendado um encontro com o presidente da Colômbia, Iván Duque, e a ministra das Relações Exteriores, Marta Lucía Ramírez.

Além disso, na quinta-feira ele vai participar de uma reunião para debater a migração regional, que, segundo Nichols, terá como seu "foco substancial" os dois maiores fluxos migratórios do continente, o venezuelano e o haitiano.

O secretário de Estado também vai participar do Diálogo de Alto Nível EUA-Colômbia, no qual vai abordar democracia e direitos humanos com líderes jovens, e de um evento sobre a crise climática.

Quando perguntado sobre a Venezuela, Nichols citou a decisão de Caracas de interromper o diálogo com a oposição após a extradição do empresário colombiano Alex Saab - que estava preso em Cabo Verde - aos EUA.

O subsecretário pediu ao governo de Nicolás Maduro que volte à mesa de diálogo com a oposição venezuelana no México e assim demonstre seu interesse em forjar um futuro melhor para seu povo.

"Se o regime de Maduro fosse mais sério sobre suas preocupações declaradas com o povo venezuelano, ele realmente se reuniria com seus compatriotas e trabalharia para encontrar soluções", declarou.

"E se avançar nessa direção, os Estados Unidos dará boas-vindas", acrescentou.

Nichols comentou que o governo Maduro coloca "seus próprios interesses" ou talvez os de "uma só pessoa" acima dos do povo venezuelano.

Ele argumentou que as conversas no México deveriam levar à "restauração pacífica da democracia", ao fim das violações dos direitos humanos e ao alívio da grave crise humanitária na Venezuela.

As declarações de Nichols foram dadas depois que o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, criticou o anúncio do governo venezuelano de que não participaria mais das conversas com a oposição no México.

A quarta rodada do diálogo deveria ter começado no último domingo (17) na capital mexicana.

Saab teve sua primeira audiência em um tribunal do sul da Flórida nesta segunda-feira. Ele é alvo nos EUA de sete acusações de lavagem de dinheiro e uma de conspiração para cometer lavagem de dinheiro.

O empresário colombiano foi preso em 12 de junho de 2020 em Cabo Verde sob um mandado de prisão emitido através da Interpol e foi extraditado no último sábado para os EUA. EFE