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1 mês

Maduro diz que avaliará diálogo com oposição após extradição de Saab

19/10/2021 03h09

Caracas, 18 out (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira que vai avaliar "o que vai acontecer" com o diálogo com a oposição após a extradição, de Cabo Verde para os Estados Unidos, do empresário colombiano Alex Saab.

Defendido como diplomata pelo governo venezuelano, Saab é alvo, nos EUA, de sete acusações de lavagem de dinheiro e uma de conspiração para cometer lavagem de dinheiro.

O empresário foi preso em 12 de junho de 2020 em Cabo Verde sob um mandado emitido através da Interpol e foi extraditado no último sábado.

"Mais tarde avaliaremos o que vai acontecer com essas conversas, depois avaliaremos. Por enquanto, estamos indignados e protestando e enfrentando a injustiça, então vamos ver", disse Maduro durante um ato político exibido parcialmente pela rede estatal de televisão "VTV".

Enquanto estava preso em Cabo Verde, Saab chegou a ser nomeado como membro da delegação do governo venezuelano para as negociações com a oposição realizadas no México. Após a extradição, o governo Maduro suspendeu as conversas, embora não as tenha cancelado.

O presidente venezuelano reiterou hoje a defesa do diálogo, "mas jogando limpo", "respeitando as regras do jogo" e "respeitando o adversário".

"Com o sequestro de Alex Saab, os EUA e a oposição pitiyanki (pró-EUA) da Plataforma Unitária (que representa a oposição) simplesmente quebraram todas as regras do jogo de respeito, de convivência", alegou.

Em relação aos EUA, Maduro rechaçou uma declaração do porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, que em entrevista coletiva criticou o governo Maduro por interromper o diálogo e colocar o caso de Saab "acima" do "bem-estar de milhões de venezuelanos".

"Sai um imbecil do Departamento de Estado e diz as mesmas palavras que (o chefe da delegação da oposição) Gerardo Blyde. Imbecil. E (disse que) que Maduro não está interessado nos interesses do país, da Venezuela. Ele está muito interessado nos interesses do país", ironizou. EFE