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1 mês

Comissão parlamentar volta a convocar presidente do Equador para depor

20/10/2021 23h27

Quito, 20 out (EFE).- A comissão parlamentar que investiga a relação entre o presidente do Equador, Guillermo Lasso, e o escândalo "Pandora Papers" o convocou pela segunda vez nesta quarta-feira para prestar depoimento, desta vez na próxima sexta e "sob prevenção da lei".

A convocação foi feita pelo presidente da Comissão de Garantias Constitucionais, José Fernando Cabascango, em uma sessão de apenas 15 minutos, na qual foi lida a carta que Lasso havia enviado horas antes anunciando sua ausência do depoimento agendado para hoje e as razões pelas quais ele não compareceria.

Como resultado, e com nove parlamentares presentes na sala ou virtualmente, uma funcionária administrativa leu a ordem do dia, que incluía "receber o presidente para fornecer informações sobre o caso Pandora Papers e seus supostos vínculos com o caso".

Ela então leu a carta de três páginas enviada pelo presidente, e Cabascango pediu novamente à funcionária que lesse os artigos 76 e 77 da Lei Orgânica da Função Legislativa.

O primeiro especifica que, uma vez convocado, "se o funcionário público não comparecer, será alvo de julgamento político".

Após reiterar que não cometeu nenhum crime e não possui bens em paraísos fiscais desde 2017, Lasso argumentou na carta que a Comissão não é o lugar apropriado para a investigação, e sim a Controladoria, que no início de outubro pediu que ele certificasse a declaração juramentada de bens que apresentou antes de tomar posse, em maio deste ano.

Cabascango argumentou que "esta comissão e todo o país estavam esperando por esta reunião para que ele (o presidente) pudesse pessoalmente dar respostas na investigação e dizer a verdade ao país" e acrescentou que sua ausência "dificulta o processo e desrespeita os poderes da Assembleia (o Parlamento) como primeira função do Estado".

Por todas estas razões, "esta comissão (...) convoca seu presidente pela segunda vez e de forma obrigatória e sob prevenção de lei para comparecer no dia 22 de outubro às 8h", disse Cabascango antes de encerrar a sessão. EFE