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1 mês

Maduro apoia proposta do Senado da Colômbia de retomar relações com Venezuela

21/10/2021 01h25

Caracas, 20 out (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro manifestou nesta quarta-feira apoio à proposta do Senado da Colômbia, aprovada por unanimidade, de criar uma comissão bilateral para trabalhar na normalização das relações diplomáticas entre os dois países, rompidas desde 2019.

"Desde esta montanha (...) aplaudimos esta iniciativa tomada pelo Poder Legislativo colombiano", disse Maduro sobre a proposta que o presidente do Senado colombiano, Juan Diego Gómez, transmitiu a Jorge Rodríguez, chefe da Assembleia Nacional, o parlamento da Venezuela.

A Colômbia foi um dos primeiros países a reconhecer, em janeiro de 2019, o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino do país vizinho, desconhecendo Maduro. Posteriormente, ordenou o retorno de todos os funcionários consulares colombianos na Venezuela, após ela romper "todas as relações".

Diante desta situação, Maduro pediu que os problemas entre os dois países sejam resolvidos "em paz".

"Temos que regularizar e normalizar as relações comerciais, produtivas (e) econômicas, normalizar as relações consulares, as relações diplomáticas", afirmou.

Segundo dados da Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V), cerca de 1,7 milhão de venezuelanos se estabeleceram na Colômbia fugindo da crise em seu país, embora Maduro tenha alegado que o número é de 600 mil.

Ele também estimou que 6 milhões de colombianos vivem na Venezuela "e não têm assistência consular".

A Associação de Colombianos e Colombianas na Venezuela estimou que entre 4,5 e 5,5 milhões de colombianos "têm raízes em território venezuelano", ou seja, viveram no país em algum momento. Destes, cerca de 954 mil retornaram ao país de origem.

Maduro enfatizou que é necessário "melhorar as relações" entre os dois países, "respeitando a vida política, as ideias, a bagagem ideológica dos que governam".

Ele exigiu que cada governo não interfira nos assuntos internos do outro, razão pela qual ele descreveu a proposta aprovada pelo Senado colombiano como "um grande passo". EFE