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Pelo menos 18 detidos nesta terça durante greve nacional no Equador

26/10/2021 19h47

Quito, 26 out (EFE).- Pelo menos 18 pessoas foram presas até o momento neste dia de greve nacional e mobilização, e seis estradas foram fechadas por manifestantes e reabertas pela polícia, informou nesta terça-feira o porta-voz do governo equatoriano, Carlos Jijón.

O porta-voz, direto do Palácio Carondelet onde está o presidente Guillermo Lasso, disse que as prisões ocorreram em resposta ao fechamento de estradas, algo que as autoridades, segundo ele, não vão tolerar.

"A força pública vai fazer com que a lei seja respeitada. Os protestos pacíficos são bem vistos e respeitados pelo governo, que tem a mão estendida para o diálogo", afirmou o porta-voz, que assumiu o cargo ontem.

E acrescentou que a maior parte das detenções ocorreram no cantão costeiro de Daule, na província de Guayas, onde cerca de dez pessoas foram detidas e entregues à Justiça para que pudesse determinar seu grau de participação nos eventos.

De acordo com o artigo 346 do Código Penal Orgânico Integral, o bloqueio de estradas é punível com pena de um a três anos de prisão.

Na entrevista coletiva, Jijón falou de cerca de seis estradas que foram fechadas, mas que, posteriormente, foram reabertas para "garantir que aqueles que querem ir trabalhar o possam fazer".

Milhares de equatorianos foram convocados nesta terça por organizações sociais e sindicais para protestar contra as reformas trabalhista e tributária que o governo de Lasso pretende realizar, assim como o aumento progressivo dos preços dos combustíveis e a aparição do nome do presidente no escândalo Pandora Papers.

As convocações foram feitas em todo o país, mas Jijón considerou que até agora se trata de "uma mobilização rural, de pouca intensidade".

A maior concentração está prevista à tarde nas ruas do centro histórico da capital, uma marcha que vai até a Praça Grande, onde fica a Presidência da República, isolada por policiais e militares desde a primeira hora.

Lasso espera apresentar seu pacote de reformas à Assembleia nos próximos dias, embora faça parte da versão original que foi rejeitada por uma comissão parlamentar de procedimento.

De acordo com Jijón, o governo já entregou o projeto de lei aos parlamentares e já houve diálogos anteriores para tentar que o projeto seja debatido e aprovado desta vez. EFE