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Reino Unido retirará novas medidas se ômicron for menos perigosa que delta

29/11/2021 19h39

Londres, 29 nov (EFE).- O ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou nesta segunda-feira que não manterá as medidas reforçadas contra a pandemia de covid-19 se a nova variante ômicron "não for mais perigosa que a delta".

Na Câmara dos Comuns, Javid disse que medidas como o uso obrigatório de máscaras ambientes fechados e a exigência de todos os viajantes serem submetidos a um teste de PCR na chegada ao Reino Unido não estariam em vigor "nem um dia a mais do que o necessário".

O ministro informou que 11 casos da nova variante foram confirmados no Reino Unido até agora, sendo cinco na Inglaterra e seis na Escócia, e antecipou que os números "aumentarão nos próximos dias".

"Há uma hipótese razoável de que as vacinas atuais possam ser afetadas" pela propagação da ômicron, comentou o ministro, ao dizer que também existem "indícios" de que a cepa pode "se propagar rapidamente" e "ter um impacto na eficácia de um dos nossos principais tratamentos para a covid-19, Ronapreve".

A partir de amanhã, a Inglaterra reintroduzirá o uso obrigatório de máscaras de rosto dentro de lugares fechados, regra que foi relaxada em julho, e pedirá a todos os viajantes que permaneçam em isolamento até receberem um teste de PCR negativo no prazo de dois dias após a chegada.

O governo britânico também decidiu ampliar a dose de reforço da vacina a todos os adultos maiores de 18 anos, que poderão solicitar a injeção três meses após terem recebido a segunda dose. EFE