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Supremo venezuelano ordena parar contagem de votos no estado natal de Chávez

21.nov.2021 - População da Venezuela foi às ruas para eleger governadores e prefeitos - Yuri Cortez/AFP
21.nov.2021 - População da Venezuela foi às ruas para eleger governadores e prefeitos Imagem: Yuri Cortez/AFP

29/11/2021 23h53

Caracas, 29 nov (EFE).- A Sala Eleitoral do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) ordenou nesta segunda-feira a suspensão dos processos ligados à totalização (contagem), adjudicação e proclamação dos candidatos a governador de Barinas, o estado natal do falecido presidente Hugo Chávez, cujos detalhes são desconhecidos desde as eleições regionais, realizadas há oito dias.

Em comunicado, o TSJ informou que aceitou uma ação de amparo constitucional apresentada pelo político Adolfo Ramón Superlano "pela suposta violação dos direitos constitucionais à participação e ao sufrágio" previstos na Constituição e levando em conta "o clima de tensão entre os militantes políticos".

Na sexta-feira passada, cinco dias após as eleições, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que a Junta Nacional Eleitoral (JNE) estaria encarregada de contar as "atas em falta na eleição do governador de Barinas", um estado disputado pelo opositor Freddy Superlano e pelo chavista Argenis Chávez, irmão de Hugo Chávez, separados por uma pequena diferença.

A decisão do TSJ também declara que a ação de amparo inclui "a suposta existência de processos administrativos e penais e inquéritos contra" Freddy Superlano, que estão "pendentes nos órgãos estatais competentes" e que afirmam que o candidato "está desqualificado para ocupar qualquer cargo público".

"Do mesmo modo, a decisão afirma que o pedido cautelar é declarado admissível" e, consequentemente, "ordena ao CNE que suspenda imediatamente os procedimentos e/ou processos ligados à totalização, adjudicação e proclamação do CNE em relação aos candidatos ao cargo de governador do estado de Barinas", conclui o comunicado.

Desde a segunda-feira passada, o CNE confirmou os resultados de 22 dos 23 cargos de governadores e 334 dos 335 prefeitos, faltando apenas a prefeitura de Arismendi e o governo de Barinas.

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