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Alemanha amplia restrições e pode obrigar vacinação a partir de fevereiro

02/12/2021 14h39

Berlim, 2 dez (EFE).- A Alemanha ampliará as restrições em escala nacional para as pessoas não vacinadas contra a covid-19 e poderá obrigar a vacinação a partir de fevereiro do ano que vem, anunciou nesta quinta-feira a chanceler Angela Merkel, após se reunir com o futuro sucessor, Olaf Scholz, e líderes regionais.

Entre as medidas adotadas está o encerramento do lazer noturno a partir de certos níveis de incidência de contágios, além de restrições a eventos públicos e aos contatos, especialmente entre os cidadãos não vacinados, que não poderão se reunir com pessoas fora do núcleo familiar.

Nas atividades de lazer será aplicada a regra dos 2G - geimpft e genesen (vacinados e curados), independentemente do número de contágios, e um teste negativo poderá ser pedido adicionalmente. A regra dos 2G também se aplicará ao comércio a varejo, com exceção das lojas que vendem artigos de primeira necessidade.

Os encontros privados entre pessoas não vacinadas serão limitados à própria família ou agregados e a duas outras pessoas de outra bolha de convivência, sem contar com os menores de até 14 anos.

Os clubes e boates terão de fechar após uma incidência acumulada de 350 novas infecções a cada 100 mil habitantes em sete dias. Da mesma forma, a partir desta linha de base, a capacidade de reuniões privadas de pessoas vacinadas ou curadas será reduzida para 50 pessoas no interior e 200 ao ar livre.

Entretanto, a utilização de máscaras faciais nas escolas será novamente obrigatória.

"Todas estas medidas são normas mínimas", disse Merkel, acrescentando que os estados são livres para impor restrições mais rigorosas. Segundo a governante, trata-se de "um ato de solidariedade nacional" com o objetivo de reduzir os números das infecções e a pressão sobre o sistema de saúde.

A chanceler frisou que a validade do passaporte covid será encurtada para nove meses após a conclusão da diretriz completa, motivo pelo qual a aplicação de uma dose de reforço é importante. Ao mesmo tempo, assegurou que haverá tempo suficiente de transição para que todos recebam a terceira dose.

De acordo com Merkel, o Bundestag (Câmara dos Deputados) debaterá e decidirá sobre obrigatoriedade da vacina, que pode entrar em vigor a partir de fevereiro do ano que vem, e que uma comissão de ética será envolvida no debate.

O futuro chanceler, por sua vez, descreveu as medidas como "corretas e necessárias" e destacou a importância de serem "claras e precisas". Scholz pediu para que a população se vacine contra a covid-19 e disse que as consequências de não se imunizar são visíveis na Alemanha.

Scholz classificou como "ambiciosa" a meta de aplicar 30 milhões de vacinas até o final deste ano, um "grande desafio logístico", e se mostrou confiante que o Parlamento chegará à conclusão que a vacina deve ser obrigatória. EFE

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