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1 mês

Chile e Paraguai assinam acordo de livre-comércio

02/12/2021 00h17

Santiago (Chile), 1 dez (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores de Chile e Paraguai, Andrés Allamand e Euclides Acevedo, respectivamente, assinaram nesta quarta-feira, em Santiago, um acordo de livre-comércio entre os países, cujas negociações foram concluídas em outubro.

Este pacto moderniza o quadro regulamentar e a relação bilateral existente, que até agora era regida pelo Acordo de Complementação Económica ACE 35, assinado pelo Chile e pelos países do Mercosul nos anos 90, que se concentrava particularmente na liberalização tarifária, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores chileno.

"Este acordo inclui disposições que visam aumentar o comércio e favorecer a geração de emprego nos nossos países, o que terá um impacto positivo na reativação econômica pós-pandemia, e incorpora também questões como gênero, trabalho e meio ambiente", comentou Allamand à imprensa.

Além de contribuir para aumentar o comércio com o Paraguai, de modo a complementar esquemas de produção, o novo acordo encerra um processo de negociações que o Chile já realizou com sucesso com os outros países do Mercosul: Uruguai, Argentina e Brasil.

O ministro das Relações Exteriores chileno assinalou este trabalho de integração regional e expressou que o seu governo "considera importante avançar na implementação do Corredor Bioceânico Rodoviário, a fim de melhorar a conectividade regional e o fluxo de pessoas e produtos entre os nossos países e os mercados da Ásia-Pacífico".

"Seria importante ter a participação do Paraguai no Projeto Humboldt, que ligará digitalmente o Cone Sul da América com a Ásia", acrescentou.

O chanceler paraguaio manifestou o apoio do seu governo ao Projeto Humboldt e frisou a importância do Corredor Bioceânico, que ligará o Atlântico ao Pacífico e terá os portos do Chile como principal destino e escala técnica.

"Para o Paraguai, um país sem litoral, sendo um país mediterrâneo, este tem uma transcendência inegável e ao mesmo tempo incoercivel", analisou Acevedo. EFE