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Macri recorre contra processo por suposta espionagem ilegal

06/12/2021 21h01

Buenos Aires, 6 dez (EFE).- O ex-presidente argentino Mauricio Macri (2015-2019) recorreu nesta segunda-feira contra o processo que responde por suposta espionagem ilegal dos parentes dos tripulantes do submarino ARA San Juan, que desapareceu em 2017.

Em comunicado apresentado pelo advogado do ex-governante, Macri também recorreu contra as medidas cautelares ditadas contra ele a respeito da proibição de sair do país e um embargo de 100 milhões de pesos (cerca de R$ 5,3 milhões).

A decisão de processar Macri foi tomada na quarta-feira passada por Martín Bava, juiz federal da cidade de Dolores, em Buenos Aires, que, além de acusar o ex-presidente sem prisão preventiva, ordenou um embargo de 100 milhões de pesos em bens de Macri e o proibiu de sair do país e de deixar a sua casa por mais de dez dias.

A suposta espionagem, realizada entre dezembro de 2017 e o final de 2018, teria como objetivo, segundo a investigação judicial, obter dados e informações pessoais das pessoas próximas aos 44 membros da tripulação do ARA San Juan, o submarino da Marinha argentina que desapareceu em novembro de 2017 e foi encontrado um ano depois.

Segundo o juiz, "todas estas tarefas ilegais de inteligência não tinham nenhuma autorização judicial, nem eram justificadas por ordens de serviço baseadas em razões de segurança interna ou defesa nacional".

Para o juiz, estas ações "foram realizadas com o único objetivo de influenciar a opinião pública, a opinião destas pessoas e o desenvolvimento normal das atividades da agenda política desse ano, o que, de acordo com os critérios pré-estabelecidos, poderia afetar a administração do governo que o acusado liderava".

Macri, que negou as acusações, havia apresentado uma declaração escrita quando foi convocado para depor sobre este caso em 3 de novembro. EFE