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Opositores e apoiadores de Castillo entram em confronto pelas ruas de Lima

08/12/2021 02h54

Lima, 7 dez (EFE).- Grupos de manifestantes a favor e contra a moção de impeachment do presidente do Peru, Pedro Castillo, entraram em confronto nesta terça-feira no centro de Lima, aguardando a votação que será realizada pelo Congresso nas próximas horas.

Portando bandeiras e cartazes, diferentes grupos se manifestam em frente ao Parlamento, cercados pela Polícia Nacional, antecipando a possibilidade de que a oposição política aprove a moção de impeachment apresentada contra Castillo.

O Coletivo de Cidadãos pela Democracia convocou uma manifestação no Parque Universitário e marchou para a parte externa do Parlamento sob o lema "Destituição agora!"

Na mesma linha, seguidores do dissolvido partido Aprista, do ex-presidente Alan García, se juntaram aos grupos de extrema-direita que pedem a destituição do presidente.

Por outro lado, os seguidores de Castillo rejeitam as ações do Congresso e se reuniram em vigília para protestar contra a tentativa de impeachment.

Para admitir a moção de destituição do presidente, são necessários 52 votos a favor dos 130 membros do Parlamento peruano, um número que a presidente do Congresso, María del Carmen Alva, não garantiu que seria alcançado hoje.

Esta é a quinta moção de impeachment presidencial em quatro anos apresentada pelo Parlamento sob a figura de "incapacidade moral permanente", prevista na Constituição para casos de incapacidade mental do chefe de Estado e agora interpretada como falta de ética.

Como resultado dessa situação, desde as eleições de 2016, o Peru está mergulhado em uma grave crise política onde teve cinco presidentes nos últimos quatro anos e três parlamentos diferentes.

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Aníbal Torres, já anunciou ontem que o governo apresentará uma ação judicial contra o Congresso no Tribunal Constitucional para que este se pronuncie sobre a legalidade do pedido de destituição e interprete a figura da incapacidade moral, caso seja aprovada para debate. EFE