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EUA buscarão cooperar com a China em âmbito global, afirma Blinken

Antony Blinken - Brendan Smialowski/Pool via REUTERS
Antony Blinken Imagem: Brendan Smialowski/Pool via REUTERS

26/05/2022 20h17Atualizada em 26/05/2022 20h35

Washington, 26 maio (EFE).- Os Estados Unidos buscarão cooperar com a China em campos de relevância global, como a mudança climática ou a pandemia da covid-19, apesar de considerar que o país asiático é " a maior ameaça no longo prazo na ordem internacional", segundo afirmou nesta quinta-feira o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

O chefe da diplomacia dos EUA ainda garantiu que o país não busca "um conflito ou outra Guerra Fria".

"Pelo contrário, temos a determinação de evitar ambos", garantiu Blinken, em discurso na Universidade George Washington, onde abordava as linhas principais da política exterior com a China.

O secretário de Estado buscou deixar claro que as diferenças entre os governos dos dois países não significam que os cidadãos chineses deverão se sentir deslocadas nos EUA.

"O racismo e o ódio não têm lugar em uma nação construída por gerações de imigrantes", afirmou.

Blinken ainda fez um apelo para que os estudantes chineses sigam vindo para os EUA, para fazer pós-graduação em áreas de ciências e tecnologia.

O secretário lembrou que, ao longo de apenas quatro meses do ano passado, foram emitidos 100 mil vistos para estudantes.

MENSAGEM AO CONGRESSO.

O chefe da diplomacia dos EUA fez um apelo para o Congresso dos EUA, para que financie a pesquisa e o desenvolvimento em áreas como inteligência artificial, biotecnologia e computação quântica, para enfrentar o Partido Comunista Chinês, que buscará liderança tecnológica nestas áreas, para propagar "valores antidemocráticos".

"Estávamos acostumados a ser os primeiros no mundo em proporção do Produto Interno Bruto (PIB), proveniente da pesquisa e do desenvolvimento. Agora, estamos em nono", disse Blinken, que lembrou da subida da China do oitavo ao segundo posto.

O discurso de Blinken foi marcado pela ideia de competição ideológica entre duas "potências globais" que compartilham a responsabilidade de liderar o mundo, por serem as principais economias do planeta.

Por causa disso, afirmou o secretário de Estado as nações estão "obrigadas a lidar uma com a outra".

Blinken garantiu ue o objetivo dos Estados Unidos não é mudar o sistema de governo da China, mas sim, mostrar que o americano "é melhor".

O chefe da diplomacia americana foi especialmente crítico ao falar sobre o respeito aos direitos humanos no país asiático, ao mencionar os campos de concentração para muçulmanos em Xinjiang, a campanha contra órgãos democráticos em Hong Kong, além de "provocações" às autoridades de Taiwan.

Além disso, Blinken criticou a China pela proximidade com a Rússia, depois da invasão à Ucrânia.

POLÍTICA SOBRE TAIWAN.

Recentemente, o governo dos EUA alertou repetidamente sobre a possibilidade de o regime chinês ordenar uma ação militar à Taiwan.

Sobre a ilha, que a China considera parte de seu território, Blinken garantiu que não há mudança na postura americana.

Assim, não há posicionamento favorável à independência do território, assim como se espera que qualquer diferença entre líderes do continente seja resolvida de maneira pacífica.

As declarações foram dadas dias depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o país daria um maior apoio militar para Taiwan do que havia sido oferecido à Ucrânia.

Blinken garantiu que os americanos se comprometem a oferecer para a ilha "as capacidades militares necessárias" para se defender, mas completou que será feito tudo o que for possível para evitar um conflito voluntário ou involuntário na região.

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