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1 mês

Otan aponta Rússia como mais significativa e direta ameaça a seus integrantes

29/06/2022 15h13

Madri, 29 jun (EFE).- Os líderes da Otan apontaram nesta quarta-feira a Rússia como a "mais significativa e direta ameaça" para a segurança, a paz e a estabilidade de seus integrantes.

O posicionamento faz parte das novas diretrizes da aliança militar para a próxima década, definidas na cúpula de chefes de Estado e de governo dos países membros, realizada em Madri e que será concluída amanhã.

"A Federação Russa é a ameaça mais significativa e direta à segurança dos aliados e para a paz e a estabilidade na região euro-atlântica", enfatiza o novo Conceito Estratégico aprovado na cúpula.

O documento substitui o que estava em vigor desde 2010 e tinha sido aprovado na cúpula de Lisboa daquele ano, quando os aliados ainda consideravam a Rússia um parceiro estratégico.

Em vez disso, como os líderes aliados decidiram hoje, a invasão da Ucrânia pela Rússia "abalou a paz e perturbou gravemente nosso ambiente de segurança".

Para a Otan, Moscou "procura estabelecer esferas de influência e controle direto através de coerção, subversão, agressão e anexação", e também utiliza "meios convencionais, cibernéticos e híbridos contra nós e nossos parceiros".

"Sua postura militar coerciva, retórica e vontade comprovada de usar a força para perseguir seus objetivos políticos minam a ordem internacional baseada em regras", afirma o Conceito Estratégico de Madri.

Além disso, o documento adverte que a Rússia está "modernizando suas forças nucleares e expandindo seus novos e disruptivos sistemas de dupla capacidade".

"Seu objetivo é desestabilizar os países do leste e do sul", advertiram os líderes da Otan, que também alertaram para as tentativas de Moscou de afetar a liberdade de navegação no Alto Norte, o que constitui um "desafio estratégico".

A Otan ressaltou que "não busca o confronto e não representa nenhuma ameaça para a Federação Russa", e que continuará a "responder às ameaças e ações hostis russas de uma maneira unida e responsável".

Por isso, a aliança decidiu reforçar "significativamente" a dissuasão e a defesa dos aliados, melhorar sua resistência à "coerção russa" e apoiar seus parceiros no "combate à interferência maligna e à agressão".

"À luz de suas políticas e ações hostis, não podemos considerar a Rússia como nosso parceiro. Entretanto, continuamos prontos para manter canais de comunicação abertos com Moscou para gerenciar e mitigar riscos, evitar escaladas e aumentar a transparência", disseram os líderes da aliança. EFE