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Pelosi reafirma compromisso dos EUA com desnuclearização da Coreia do Norte

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos EUA - REUTERS/Issei Kato
Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos EUA Imagem: REUTERS/Issei Kato

04/08/2022 18h06

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, reafirmou nesta quinta-feira, em Seul, na Coreia do Sul, o compromisso americano com a desnuclearização da Coreia do Norte, ao mesmo tempo em que expressou preocupação pelo desenvolvimento armamentício de Pyongyang.

Pivô de crise por viagem à Taiwan, Pelosi se reuniu com Kim Jin-pyo, presidente do Parlamento sul-coreano, com quem concordou sobre seguir apoiando "os esforços dos governos para a desnuclearização e para a paz, através da cooperação internacional e dos diálogos diplomáticos".

Além disso, as duas autoridades defenderam uma "dissuasão poderosa e extensa" ao regime da Coreia do Norte, conforme aponta comunicado que foi veiculado pela agência sul-coreana de notícias "Yonhap".

A presidente da Câmara dos Representantes e Kim Jin-pyo também "expressaram preocupação pela grave situação, em que o nível de ameaça da Coreia do Norte está aumentando", em alusão aos numerosos testes de mísseis realizados neste ano pelo regime Pyongyang e os persistentes rumores de um iminente teste nuclear do país.

Pelosi e o presidente do Parlamento sul-coreano concordaram em revisar uma resolução que marca o 70º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os EUA e o país asiático, com o objetivo de fortalecer o vínculo.

As duas autoridades destacaram a expansão dos laços entre as nações, que estão sendo ampliadas nos campos de segurança, assim como nos econômico e de tecnologia, entre outros.

"Uma relação que começou de urgência e por questões de segurança, há muitos anos, se tornou em uma das mais firmes amizades", disse Pelosi, em entrevista coletiva, em referência à Guerra da Coreia, que durou de 1950 e 1953.

A presidente da Câmara dos Representantes chegou na noite de quarta-feira à Seul, depois de passar rapidamente por Taiwan, em visita que gerou crise.

Além de críticas internas e externas, a passagem de Pelosi pela ilha resultou em mobilização militar e represálias da China, que acusa os Estados Unidos de "ingerência em questões internas".

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