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08/08/2011 - 17h27 / Atualizada 08/08/2011 - 19h29

Incêndio atinge distrito no sul de Londres; distúrbios antecipam retorno de David Cameron

Do UOL Notícias
Em São Paulo
  • Reprodução BBC

    Incêndio no centro de Croydon, distrito no sul de Londres, no inicio da noite desta segunda-feira (8)

Um incêndio de grande proporção, aparentemente provocado por grupos de jovens que há três dias protagonizam uma série de distúrbios na capital inglesa, assustaram os moradores do distrito de Croydon, no sul de Londres, no inicio da noite desta segunda-feira (horário local).

Imagens exibidas pela rede britânica BBC mostravam um prédio incendiado no centro do distrito, no subúrbio de Londres. Os bombeiros levaram mais de uma hora para conter as chamas. O local também registrou saques, confrontos entre manifestantes e policiais, além de incêndios em carros e ônibus e em outros prédios.

Devido ao agravamento dos distúrbios, que já atingem vários bairros de Londres, o primeiro-ministro David Cameron anunciou que retornará à cidade na noite desta segunda. O premiê estava de férias com a família na Itália. Na terça-feira pela manhã, Cameron participará de uma reunião do Comitê britânico de Contingências de Emergência e conversará sobre a situação na capital britânica com o ministro do Interior e com o chefe da polícia, informou um comunicado emitido por Downing Street..

Distúrbios em Londres

Mais cedo, o prefeito de Londres, Boris Johnson, confirmou que retornará à cidade nesta terça-feira (9) para tentar resolver a crise. Ele também estava em viagem de férias.

Os distúrbios começaram na última sexta-feira (5), após um protesto pela morte de Mark Duggan, 29. Ele foi morto por policiais na quinta-feira (4), em Tottenham, depois de ser abordado em um táxi por uma unidade que investiga crimes com armas de fogo no bairro. Os policiais não divulgaram detalhes do suposto tiroteio, em que um policial também foi ferido à bala, mas prometeram uma investigação.

Hoje, os distúrbios se espalharam por vários bairros de Londres, como Hackney, região que possui uma das taxas de criminalidade mais altas do Reino Unido, e também nos bairros de Lewisham e Peckham.

Segundo a polícia, mais de 200 pessoas envolvidas nas manifestações já foram presas nos últimos dia.

Em Lewisham, grupos de jovens ateou fogo em dois carros e em contêineres, enquanto as ruas adjacentes foram cortadas pela polícia.

No bairro de Peckham, também no sudeste de Londres, um ônibus foi queimado, segundo uma porta-voz do serviço de transportes londrino. Estima-se que o prejuízo causado pelos danos seja superior a 115 milhões de euros.

Segundo informações da polícia, os jovens se organizaram por meio do Twitter e de mensagens no celular, que agora estão sendo monitorados pela polícia na tentativa de prever onde os protestos vão ocorrer.

O vice-prefeito de Londres, Kit Malthouse, disse que a violência era culpa de um pequeno número de criminosos motivados pela ganância, e não pela conduta da polícia ou de problemas sociais mais amplos causados pela lenta recuperação econômica do Reino Unido.

“Isso é um grupo relativamente pequeno de pessoas dentro de nossa comunidade em Londres que... francamente estão procurando coisas para roubar. Eles estão escolhendo tipos de lojas específicas, porque querem um novo par de tênis ou o que for”, disse ele à rede Sky News.

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