Japão elabora nova proposta para alargamento do Conselho de Segurança da ONU

Tóquio, 30 Jan (Lusa) - O Japão está a elaborar uma nova proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU, que prevê um alargamento limitado, para se aproximar da posição norte-americana, informou hoje fonte diplomática em Tóquio.

Nesta nova proposta, Tóquio - que ambiciona um lugar de membro permanente, objectivo prioritário da diplomacia nipónica - recomenda aumentar o número de membros do Conselho de Segurança de 15 para um máximo de 21 como pretendem os norte-americanos.

Até agora, o Japão fazia campanha com a Alemanha, o Brasil e a Índia - no âmbito do denominado Grupo dos Quatro (G4) - para alargar o Conselho de Segurança de 15 para 25 membros com seis novos lugares permanentes e quatro não permanentes.

Apesar de tudo, Tóquio decidiu apresentar uma proposta da sua própria iniciativa, demarcando-se do G4 para se reconciliar com o seu aliado norte-americano.

Os japoneses acreditam que a campanha do G4 está votada ao fracasso.

"Nós examinamos um meio realista para obter um cargo permanente no Conselho e concentrámos os nossos esforços numa aproximação (da nossa posição) aos Estados Unidos", explicou um diplomata japonês que pediu o anonimato.

O Japão tem informado "regularmente" os três outros países do G4 sobre a nova proposta, que segundo a imprensa nipónica prevê dois lugares para a Ásia, dois para África, um para a Europa e um para a América Latina, precisou o diplomata.

Tóquio considera que merece juntar-se aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) porque é o segundo maior contribuinte para o orçamento das Nações Unidas.

Enquanto Tóquio contribui com 19,5 por cento do orçamento da ONU a seguir aos Estados Unidos, com 22 por cento, a contribuição de cada um dos outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança não chega aos dez por cento.

Recentemente, Tóquio ameaçou reduzir a contribuição "excessiva" para o orçamento das Nações Unidas.

MC.

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