São Tomé/Eleições: Campanha para legislativas começou às zero horas

São Tomé, 11 Mar (Lusa) - A campanha para as legislativas de dia 26 em São Tomé e Príncipe começou hoje com os partidos lançados na caça ao voto, que inclui a distribuição de "t-shirts", bonés ou outros presentes, forma expedita de cativar eleitores.

Das dez forças políticas concorrentes, oito partidos e duas coligações, só três dispõem actualmente de representação parlamentar, um leque que terá dificuldades em sair alargado nas próximas eleições, excepção feita à Acção Democrática Independente (ADI), liderada por Patrice Trovoada, que abandonou a Uê-Kedadji, mas sozinha já foi a maior força da oposição parlamentar são-tomense.

Durante duas semanas e a manter-se a tónica de anteriores campanhas, serão os maiores partidos ou coligações os mais activos, pois são também os únicos que têm recursos para as deslocações às principais localidades das ilhas, as festas-comício e até para os "presentes" que a população empobrecida do arquipélago sempre espera receber.

De acordo com o figurino do boletim de voto, oficializado pelo Supremo Tribunal de Justiça, o partido Geração Esperança (GE) é o cabeça de lista, seguido, do Partido Trabalhista São-Tomense (PTS) do Movimento Novo Rumo (NR) e da coligação Movimento Democrático Força da Mudança - Partido da Convergência Democrática (MDFM-PCD), actualmente a segunda maior força parlamentar, onde detém 23 dos 55 lugares existentes.

O Partido Liberal Social (PLS) está a meio da lista, seguido da Frente Democrática Cristã (FDC) e do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD, partido no poder), com 24 deputados.

Os três últimos partidos da lista inscrita no boletim de voto são a ADI, a União Democrática da Cidadania para Desenvolvimento (UDD) e a coligação Uê-Kedadji.

Estima-se que pouco mais de 79 mil eleitores estão inscritos nos cadernos eleitorais, cabendo à Comissão Eleitoral Nacional (CEN) a organização do escrutínio, em cuja preparação gastou mais de 500 mil dólares e que envolve cerca de 800 agentes eleitorais, distribuídos pelas 232 assembleias de voto espalhadas por todo o país.

O distrito de Água-Grande (que inclui a cidade de São Tomé, a capital) com cerca de 32 mil eleitores e o de Mezochi, com 20 mil, serão decisivos nestas eleições, para as quais são esperados mais de uma dezena de observadores internacionais provenientes, sobretudo, da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, bem como algumas organizações internacionais.

Na sequência de denúncia de alegada preparação de fraude eleitoral, o Presidente da República, Fradique de Menezes, decretou, há três semanas, a criação de uma comissão de auditoria permanente aos serviços informáticos da CEN, que apresentou, na quinta-feira uma queixa crime contra mais de cinco mil eleitores acusados de dupla inscrição nos cadernos eleitorais.

Nas últimas legislativas, realizadas a 02 de Março de 2002, concorreram, somente, cinco forças políticas: o MLSTP-PSD, PTS, MDFM- PCD, Uê-Kedadji e a extinta associação Voz do Povo.

O MLSTP-PSD ganhou as legislativas em 2002 com 24 deputados, seguido da coligação MDFM-PCD com 23 e a Uê-Kedadji com oito parlamentares.

NV/RCN.

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