Londres/Atentados: Relatório com "lições" sobre caso Menezes para Scotland Yard

Londres, 14 Mar (Lusa) - A comissão que investigou o papel das forças de segurança na morte do brasileiro Jean Charles de Menezes enviou um relatório à Scotland Yard com "uma série de lições" que devem ser aprendidas.

Estas recomendações visam, nomeadamente, a sua política de "atirar a matar" adoptada depois dos atentados de Londres, em Julho de 2005.

Menezes, de 27 anos, morreu a 22 de Julho vítima de oito disparos - sete na cabeça e um no ombro - efectuados por um polícia vestido à paisana no metro de Londres, que o confundiu, alegadamente, com um dos presumíveis autores dos atentados frustrados do dia anterior.

O conteúdo do relatório da Comissão de Inquérito Independente da polícia britânica (IPCC) não pode ser revelada por agora, porque o Ministério público está ainda a considerar se apresenta queixa-crime contra os agentes implicados no tiroteio e esse anúncio não deverá ocorrer até Abril.

Para além da Polícia Metropolitana, a IPCC enviou cópias do relatório ao juiz encarregue da instrução do processo, John Sampson, ao ministro do Interior, Chalres Clarke, e ao Ministério Público.

O objectivo é permitir que estes organismos possam levar a cabo eventuais mudanças nos procedimentos operacionais ou nas suas políticas, sem ter que esperar que as investigações da IPCC sejam tornadas públicas.

A investigação sobre o papel das forças de segurança na morte do brasileiro foi dirigida por John Cummins.

A IPCC abriu outra investigação, a pedido da família de Menezes, sobre o comportamento do comissário chefe de Scotland Yard, Ian Blair, que poderá estar concluída em finais de Abril.

Os familiares de Menezes acusam Ian Blair de ter mentido ao divulgar informação falsa na sua versão inicial do sucedido.

O drama do brasileiro ocorreu 15 dias depois dos atentados suicidas que fizeram 56 mortos e 700 feridos na capital britânica.

TM.

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