Chanceler e ministro do Interior tomam posse no Timor Leste

Díli, 21 Jul (Lusa) - O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, empossou nesta sexta-feira mais dois membros do novo governo, o ministro das Relações Exteriores, José Luís Guterres, e o vice-ministro do Interior, José Agostinho Sequeira "Somotxo".

Perante o primeiro-ministro José Ramos Horta, o corpo diplomático estrangeiro, membros do governo e deputados, Xanana Gusmão disse que a cerimônia representou um sinal de comprometimento com a superação da crise político-militar. "É um sinal de que estamos todos empenhados em sair deste momento de dificuldades e em responder às necessidades presentes do país", disse.

Em seu discurso, Ramos Horta destacou que Guterres e Somotxo vão ocupar "pastas vitais, de interesse nacional".

José Luís Guterres, um dos fundadores da Fretilin, o partido majoritário no Timor Leste, era embaixador em Washington e chefe da missão diplomática nas Nações Unidas. José Agostinho Sequeira Somotxo, ex-combatente contra a ocupação indonésia (1975-1999), deixa a diretoria do Arquivo e Museu da Resistência.

Guterres chegou a anunciar em maio que concorreria à liderança da Fretilin, desafiando o então primeiro-ministro Mari Alkatiri, mas desistiu por discordar do sistema de votação aberta.

Novo governo

O novo governo foi formado após a renúncia de Mari Alkatiri ao cargo de premiê, em 26 de junho. Ramos Horta, no cargo de primeiro-ministro, Estanislau da Silva e Rui Araújo, como primeiro e segundo vice-primeiros-ministros, respectivamente, tomaram posse no último dia 10. Quatro dias depois foi a vez da maioria do novo governo, composto por 40 ministros, vice-ministros e secretários.

Com a cerimônia desta sexta-feira, falta apenas empossar a ministra Ana Pessoa (Administração Estatal) e quatro dos cinco secretários de Estado para a Coordenação das Regiões I, II, IV e de Oecussi - José Reis, Adriano Corte-Real, Lino Torrezão e Albano Salém, respectivamente.

Ainda não foi definido quem ocupará os cargos de vice-ministro dos Transportes e das Comunicações, da Educação para o Ensino Técnico e Superior e da Justiça e de secretários de Estado da Cultura e para a Coordenação da Região III.

A crise no Timor começou em abril, com a exoneração de cerca de 600 militares que se queixaram de discriminação étnica nas Forças Armadas. Um protesto desses ex-militares, em Díli, terminou com a morte de cinco pessoas, segundo o governo, e cerca de 60, segundo os rebeldes. Desde então, mais de 20 pessoas foram mortas em confrontos entre grupos rivais. Para restabelecer a segurança no país, as autoridades timorenses pediram a intervenção de uma força militar e policial a Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia.

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