Comunidade lusófona apóia moçambicano para direção da OMS

Lisboa, 04 Out (Lusa) - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) formalizou nesta quarta-feira, em Lisboa, apoio à candidatura do médico e ex-primeiro-ministro moçambicano Pascoal Mocumbi para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"A CPLP se une ao apoio da candidatura de Pascoal Mocumbi à OMS", afirmou o secretário-executivo da organização, o cabo-verdiano Luís Fonseca, justificando a "unanimidade" da escolha pelo "excelente" currículo do médico moçambicano.

Fonseca disse ainda que espera de "todos os países africanos um apoio voltado à eleição (de Mocumbi) para o cargo. Com esta decisão, anunciada durante cerimônia na sede da CPLP, em Lisboa, o grupo amplia o apoio à candidatura do ex-primeiro-ministro moçambicano nos continentes asiático, devido ao Timor Leste, e americano, devido ao Brasil.

A CPLP reúne Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Pascoal Mocumbi agradeceu, por sua vez, o apoio da CPLP e destacou sua importância, pois tem "abrangência em praticamente todos os continentes".

Lembrou que sua candidatura "ocorre em uma situação histórica muito peculiar", devido à morte repentina do ex-diretor-geral da OMS, o sul-coreano Jong Woo Ook.

Intitulado "Igualdade de Oportunidades em Saúde para Todos", o projeto de candidatura do médico moçambicano destaca, sobretudo, a importância de pesquisas, recursos humanos, do combate à aids, tuberculose e malária e da saúde materna na área sanitária.

A candidatura de Pascoal Mocumbi à direção-geral da OMS também conta com o apoio de todos os países-membros da União Africana.

Em 2003, Mocumbi foi derrotado por Jong Woo Ook na disputa pela vaga, que registrou grande participação de candidatos africanos. A falta de convergência entre os concorrentes fez com que o continente trabalhasse posteriormente com a hipótese de uma estratégia de candidatura única.

Trajetória Mocumbi, de 65 anos, foi primeiro-ministro de Moçambique entre 1994 e 2004, nos governos liderados pelo então presidente Joaquim Chissano.

Em 2004, foi substituído no cargo pela atual primeira-ministra, Luísa Diogo, possibilitando sua nomeação para as funções que exerce atualmente, como a de alto representante da Parceria para Exames Clínicos entre Países em Desenvolvimento e Europeus e a de embaixador da Boa Vontade da OMS.

Concorrência

O cargo de diretor-geral da OMS ficou vago após a morte, em maio último, de Jong Woo Ook, dois anos antes do término de seu mandato de cinco anos.

Além de Pascoal Mocumbi, outros 12 países (Kuwait, China, México, Islândia, Birmânia, Síria, França, Japão, Equador, Finlândia, Espanha e Turquia) apresentaram candidatos ao principal cargo da OMS.

O nome do novo diretor-geral da OMS será escolhido durante uma reunião do órgão da ONU que deve ser realizada entre os dias 6 e 8 de novembro, em Genebra.

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