Bush está mais empenhado em combater efeito estufa, diz UE

Washington, 09 Jan (Lusa) - O governo norte-americano parece cada vez mais aberto a discussões sobre o aquecimento global, avaliou nesta segunda-feira o presidente da Comissão Européia (braço executivo da União Européia), o português José Manuel Durão Barroso, ao término de um encontro com o presidente George W. Bush.

"Vejo uma atitude mais aberta, empenhada, sobre a necessidade de uma ação comum e mundial sobre este problema", declarou Durão Barroso em entrevista coletiva.

O líder da União Européia (UE) disse também ter encontrado no presidente Bush "um interlocutor receptivo" no que diz respeito às alterações climáticas, salientando, no entanto, que persistiam grandes divergências com relação ao assunto.

"Naturalmente, sabemos que a posição norte-americana segue sendo a de rejeição ao protocolo de Quioto", completou Durão Barroso.

"Faria uma grande diferença se os Estados Unidos estivessem tão claramente comprometidos como nós estamos (na Europa), não apenas por nós, mas também para tentar obter um maior envolvimento de China e Índia", acrescentou.

Os EUA são o maior poluidor do planeta, com a produção de um quarto das emissões de gases causadores do efeito estufa, seguidos por China e Índia.

Iniciativa européia

Durão Barroso deu a entender que o programa da UE sobre energia, que deve ser anunciado em breve, compreendia objetivos precisos quanto à redução de gases causadores do efeito estufa, sendo o principal deles o dióxido de carbono (CO2).

Responsáveis europeus em Washington disseram que se tratava da "mais importante e da mais ambiciosa" iniciativa sobre energia adotada pela UE.

"Acreditamos, na Europa, que é importante ter limites obrigatórios para estas emissões", insistiu o presidente da Comissão Européia, que não quis revelar o programa do bloco continental sobre o assunto.

Segundo algumas informações veiculadas na imprensa, o programa da UE prevê reduções de 20% nas emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020 em relação aos níveis registrados em 1990.

Também compreenderia medidas para fazer mais pesquisas sobre novas fontes de energia.

Protocolo de Quioto

O governo Bush rejeitou o protocolo de Quioto, que prevê reduções vinculativas das emissões de gases poluentes, argumentando que isso prejudicaria gravemente a economia norte-americana.

É favorável a uma abordagem voluntária fazendo a promoção de iniciativas para a pesquisa e o desenvolvimento de fontes de energia limpa e de tecnologias que permitam reduzir o consumo de energia.

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