Presidente chinês busca 'cooperação pragmática' com Maputo

Maputo, 05 Fev (Lusa) - A visita do presidente chinês, Hu Jintao, a Moçambique, na quinta e sexta-feira, servirá para reforçar a "cooperação pragmática" entre Pequim e Maputo e constituirá "um novo marco" no relacionamento entre os dois países, disse o ministro chinês das Relações Exteriores, Li Zhaoxing, em artigo divulgado nesta segunda-feira pela Embaixada da China em Maputo.

"Estou convicto que esta visita dará novo vigor às relações de cooperação amistosa entre a China e Moçambique e vai se tornar o novo marco na história do desenvolvimento do relacionamento dos dois países", diz o Li Zhaoxing rnante chinês, apontando Moçambique como "um bom amigo e um bom parceiro".

O ministro chinês destaca a importância da primeira cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Sino-Africana (Focac, na sigla em inglês), que em novembro do ano passado reuniu em Pequim 48 chefes de Estado e governo de países africanos, entre os quais os representantes dos maiores fornecedores de petróleo da China: Angola, Sudão e Nigéria.

Li Zhaoxing diz ainda que "a parte chinesa vai trabalhar pela concretização dos resultados da cúpula de Beijing [Pequim] que incluem as oito medidas declaradas pelo presidente Hu Jintao, cujo objetivo é reforçar a cooperação pragmática com os países africanos, promovendo solidamente a nova parceria estratégica sino-africana, criando de mãos dadas com a parte africana um futuro ainda mais brilhante para o relacionamento entre a China e África".

Em seguida, o diplomata justifica a acelerada aproximação ao continente africano: "a China é o maior país em desenvolvimento, enquanto a África é o continente que tem a maior concentração dos países em desenvolvimento. A consolidação da cooperação amistosa entre a China e África não só corresponde aos interesses fundamentais das duas partes, mas também favorece a paz e o desenvolvimento do mundo".

Hu Jintao visita oficialmente Moçambique durante seu périplo por oito países africanos, que inclui também Sudão, Camarões, Libéria, Zâmbia, Namíbia, África do Sul e Seicheles.

Interesses

Esta é a terceira viagem do presidente chinês ao continente africano desde que assumiu o poder em 2003 e a segunda em menos de um ano.

Em 2005, a China importou 38 milhões de toneladas de petróleo de África (30% do total do petróleo importado pelo país), um número que deverá crescer anualmente mais de 10% com o crescimento da economia chinesa.

Os interesses estratégicos chineses na África, o continente com o maior número de países, vão além dos recursos naturais, uma vez que Pequim encara as nações africanas como grandes aliados comerciais, políticos e diplomáticos, em especial nas organizações multilaterais.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos