Premiê diz que não há prova de vôo ilegal da CIA em Portugal

Lisboa, 13 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, disse segunda-feira ao New York Times que o seu governo não encontrou "nenhuma prova concreta" que suporte as acusações de que os EUA teriam realizado atividades ilegais de contra-terrorismo em bases americanas instaladas no território português.

Em entrevista ao jornal norte-americano, Sócrates confirmou que o governo português abriu uma investigação sobre a possibilidade de aviões da CIA, alguns deles transportando suspeitos de terrorismo, terem feito escalas na Base Aérea das Lajes, nos Açores.

"Não temos qualquer indicação de qualquer atividade ilegal praticada pelos americanos", disse Sócrates, que definiu os EUA como "um país com respeito pela lei, um Estado baseado em leis", que merece ser tratado como inocente até ser provado o contrário.

A questão dos vôos da CIA está sendo alvo de um inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Portugal, aberto depois de um jornalista e da eurodeputada Ana Gomes, que pertence à comissão temporária do Parlamento Europeu (PE) que investigou vôos ilegais da CIA na Europa, terem feito queixas ao Ministério Público português.

O relatório da comissão temporária concluiu que pelo menos 1.245 vôos operados pelos serviços secretos norte-americanos fizeram escala em aeroportos europeus, principalmente portugueses, entre 11 de setembro de 2001 e o final de 2005.

O documento menciona 21 casos de detenção de cidadãos europeus ou residentes na União Européia (UE) e acusa de conhecimento, conivência ou "distração" as autoridades da Espanha, Itália, Reino Unido, Alemanha, Suécia, Áustria e, fora da UE, Macedônia e Bósnia.

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