Índia pede a libertação de líder da oposição em Mianmar

Nova Déli, 5 de outubro (Lusa) - A Índia, criticada pela sua discrição em relação à crise em Mianmar, afirmou ter pedido a libertação de Aung San Suu Kyi ao governo militar do país para "facilitar o processo de democratização".

O pedido foi formulado na terça-feira, durante uma sessão especial do Conselho dos Direitos do Homem da ONU, em Nova Iorque, revelou um comunicado divulgado na noite desta quinta-feira.

"O governo indiano considera que a libertação de Aung San Suu Kyi permitiria favorecer o processo de democratização e que contribuiria para o surgimento de um Mianmar democrático", afirmou Swashpawan Singh, delegado indiano no Conselho.

A Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, 62 anos, é dirigente da Liga Nacional para a Democracia e venceu as eleições legislativas de 1990 por ampla maioria. Sem conseguir assumir o poder por oposição dos generais, foi privada da liberdade durante a maior parte dos últimos 18 anos. Desde 2003, está confinada em sua residência.

Em 26 de setembro, a Junta Militar que comanda Mianmar deu início a uma violenta repressão aos movimentos pró-democracia. Segundo fontes oficiais, os embates causaram mais de dez mortes - incluindo a de um fotógrafo japonês - e foram feitas mais de 2 mil detenções. Grupos dissidentes, no entanto, estimam que os números reais ultrapassem 200 mortos e 6 mil detidos.

Quinta-feira, a televisão estatal de Mianmar anunciou que o general Than Shwe está pronto para se encontrar com Aung San Suu Kyi sob a condição de que ela deixe de apoiar a política ocidental de sanções contra o país.

Também na última quinta, o Departamento de Estado norte-americano anunciou que a Junta Militar convidou a representante dos Estados Unidos em Mianmar, Shari Villarosa, a participar de conversações. Este seria o primeiro encontro bilateral desde o início da repressão.

Na manhã desta sexta-feira (hora local), Shari Villarosa partiu para Naypyidaw (a nova capital de Mianmar, a 400 quilômetros ao norte de Rangum) sem ter sido informada da identidade de seus interlocutores nem dos assuntos do encontro, informou o Departamento de Estado norte-americano.

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