Portugal ficará melhor com o tratado, diz presidente luso

Por Sérgio Soares, da Agência Lusa Coimbra, 21 jan (Lusa) - O Presidente português disse nesta segunda-feira que Portugal "estará melhor" com o Tratado de Lisboa do que sem ele e tudo o que país puder fazer para que entre em vigor corresponde aos seus "interesses fundamentais".

"Para mim, o importante é o interesse nacional", disse Cavaco Silva, em resposta a uma pergunta da Agência Lusa, numa pausa do primeiro dia da sua viagem dedicada às II Jornadas do Patrimônio Arquitetônico da Beira e Douro Litoral.

"O governo tomou a decisão de entregar à Assembléia da República a proposta de ratificação do Tratado de Lisboa, mas a mim o que me interessa é o interesse nacional", reafirmou.

"O interesse nacional aconselha a que o Tratado de Lisboa seja aprovado por 27 Estados membros", afirmou, destacando: "se não tivéssemos este tratado, a Europa ficaria pior".

O Presidente da República declarou que a Europa "ficaria com uma voz mais fraca no mundo e não teria tão boas condições para responder às aspirações dos cidadãos" em termos de emprego, crescimento econômico, globalização e inovação.

"Por isso, aquilo que me interessa é só o interesse nacional", repetiu, acrescentando que "Portugal está melhor servido com o Tratado de Lisboa do que sem um Tratado de Lisboa".

Questionado sobre o suposto divórcio e desconhecimento da população face ao conteúdo do tratado, Cavaco Silva disse: "não sei se há indicações seguras quanto a isso".

Mas "os parlamentos têm competência para aprovar medidas difíceis", afirmou.

"O povo, ao fim de algum tempo, no dia das eleições, faz o julgamento daqueles que tomaram as decisões", disse. "Quantas decisões cruciais não foram tomadas ao longo do tempo pelos parlamentos nacionais?", perguntou.

Embora reconheça legitimidade que se submeta a referendo um tratado, Cavaco Silva reiterou que também o parlamento "tem toda a legitimidade", declarou.

"A minha posição pessoal é conhecida desde sempre, porque sempre achei que os tratados internacionais em geral não deviam ser objeto de referendo", acrescentou.

Cavaco Silva recordou que, na sua campanha eleitoral, também disse que se o governo lhe submetesse uma decisão no sentido de se aprovar o tratado por referendo também lhe daria seguimento.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos