Zapatero e Rajoy cancelam comícios após atentado a político

Madri, 7 mar (Lusa) - O líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), José Luís Rodríguez Zapatero, e o líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, decidiram nesta sexta-feira suspender a campanha eleitoral na seqüência do assassinato de um ex-vereador socialista.

A notícia foi dada aos jornalistas por fontes do PP, que explicaram que Zapatero e Rajoy discutiram o atentado que vitimou Isaías Carrasco Miguel. O político foi baleado três vezes em Arrasate, Guipuzcoa, no País Basco.

O atentado ocorreu no último dia da campanha para as eleições de domingo, quando os partidos faziam os últimos preparativos para os grandes comícios de encerramento.

O rei e a rainha da Espanha, Juan Carlos e Sofia, lamentaram e condenaram a morte do ex-vereador socialista.

Uma fonte da Casa Real confirmou que Juan Carlos está sendo informado sobre o atentado, que ocorreu por volta das 13h30 locais (9h30 em Brasília), quando Carrasco, de 43 anos, saía de casa com a filha, que presenciou o ataque.

Fontes do PSOE confirmaram à Agência Lusa que o partido vai convocar todos os grupos parlamentares e agentes sociais para uma reunião às 18h (14h em Brasília), no Congresso, para uma condenação conjunta do incidente.

"Os contatos com os partidos já começaram a ser feitos", explicou a fonte.

O atirador disparou três tiros na nuca do ex-vereador, que foi levado para um hospital local.

Em resposta, o PP basco anunciou a suspensão de todas as ações de encerramento da campanha, marcadas para esta sexta-feira.

A líder do PP basco, María San Gil, saiu de Getxo, onde se preparava para iniciar um almoço-comício, em direção à localidade onde Carrasco foi assassinado.

Os secretários-gerais do PSOE e do PP, José Blanco e Angel Acebes, já conversaram sobre o atentado por telefone para analisar as conseqüências do assassinato.

Em Léon, o Ministro da Defesa espanhol, José António Alonso, também condenou a ação, apelando "à calma" dos cidadãos e à "unidade" dos democratas perante o que classificou como "uma barbárie".

O juiz da Audiência Nacional, Grand Marlaska, iniciou uma investigação sobre o ataque.

Em Madri, cerca de uma centena de funcionários da Justiça, atualmente em greve, fizeram um minuto de silêncio em frente à sede da Audiência Nacional.

Várias mensagens de condolências de líderes políticos chegaram aos socialistas, tanto no País Basco, como em Madri.

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