Brasil manifesta apoio à China sobre Tibete e Olimpíadas

Pequim, 8 abr (Lusa)- O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou o apoio brasileiro à política de uma só China e aos Jogos Olímpicos em uma conversa telefônica com seu homólogo chinês, Yang Jiechi, informou nesta terça-feira a agência de notícias estatal Nova China.

Amorim sublinhou que o Brasil considera o Tibete uma parte inalienável da República Popular da China, durante conversa telefônica na segunda-feira, que a agência Nova China divulga nesta terça.

Segundo a agência de notícias estatal, o ministro chinês das Relações Exteriores, Yang Jiechi, elogiou a posição do Brasil sobre o conflito tibetano e agradeceu o apoio aos Jogos Olímpicos.

O primeiro-ministro brasileiro, sublinha a Nova China, aproveitou também para desejar felicidades a Pequim na organização dos Jogos, esperando que o evento seja bem sucedido.

Yang disse ainda que a China está disposta a intensificar a cooperação e o diálogo internacional com o Brasil, dentro do quadro dos países em desenvolvimento.

O Comitê Olímpico Brasileiro rejeitou na segunda-feira qualquer proposta de boicote aos Jogos Olímpicos, se colocando contra a politização das Olimpíadas, decisão tomada por unanimidade, na segunda-feira, em Pequim, pela reunião da Associação dos Comitês Olímpicos de 205 países.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou esta semana que não vai estar presente na cerimônia de abertura dos Jogos, que ocorrem entre 8 e 24 de agosto, mas garantiu que a decisão não possui motivação política.

A China está enfrentando críticas internacionais pela forma como lidou com as manifestações contra o domínio chinês no Tibete, que começaram em 10 de março e se tornaram violentas quatro dias depois, antes de se espalharem a outras províncias ocidentais chinesas de forte influência étnica tibetana.

O governo tibetano no exílio afirma que pelo menos 150 pessoas morreram na repressão contra os maiores protestos anti-China em Lhasa e nas províncias vizinhas desde 1989.

A China insiste que os manifestantes tibetanos são responsáveis pela morte de 20 pessoas e que a polícia chinesa foi cuidadosa, negando quaisquer vítimas mortais em conseqüência da ação policial.

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