Moscou quer voltar a construir porta-aviões, revela almirante

Moscou, 27 jul (Lusa) - A Rússia pretende equipar as suas forças armadas do mar do Norte e do Pacífico "com cinco ou seis grupos de porta-aviões", anunciou o comandante da Marinha da Rússia, almirante Vladimir Vissotski.

Discursando numa parada em honra do Dia da Armada Russa, o almirante Vissotski sublinhou que foi decidido não apenas construir porta-aviões, "mas [também] sistemas marítimos de porta-aviões".

"Tudo deverá funcionar em sistema, nomeadamente os porta-aviões. Nós chamamos a isso sistema naval de porta-aviões, que irá basear-se nas Armadas do Norte e do Pacífico. A construção desses sistemas terá lugar depois de 2012", afirmou.

O almirante Vladimir Vissotski frisou que os novos sistemas navais de porta-aviões serão muito diferentes dos atuais.

"Primeiro, irão atuar em interação estreita com o grupo de tropas espaciais. Além disso, os sistemas de porta-aviões irão agir em contato estreito com a Força Aérea e com os sistemas de defesa antiaérea", disse.

Metas

Ainda segundo o almirante, o objetivo é constituir cinco ou seis grupos de porta-aviões. Atualmente, a Marinha de Guerra da Rússia está equipada com um único porta-aviões, o Nikolai Kuznetsov, que presta serviço na Armada do Norte desde 1985.

Esse navio pode transportar mais de 50 de aviões e helicópteros, tem uma tripulação de 1500 homens. O porta-aviões Nikolai Kuznetsov está equipado com sistemas de defesa anti-submarino e de defesa antiaérea.

A construção de novos porta-aviões faz parte de um plano mais amplo de modernização da Marinha de Guerra da Rússia.

"A Marinha de Guerra continuará a construção de novos cruzadores de importância estratégica, submarinos multifuncionais, fragatas, corvetas, navios de desembarque, lanchas de combate e navios de apoio", adiantou o almirante.

De acordo com Vissotski, a Marinha de Guerra russa ficará equipada ainda este ano com o sistema de mísseis intercontinentais "Bulava-M", construído para equipar os novos submarinos atômicos estratégicos da classe "Borei".

Sistema

Os últimos testes dos "Bulava-M" foram realizados em 2007, mas sem sucesso. "Não obstante existirem ainda algumas divergências sobre o míssil, ele vai acabar por aprender a voar. E não só a voar, mas a realizar o seu potencial", disse o almirante.

"Esse sistema será levado à perfeição, e ainda este ano, o controlo do comando da Marinha sobre esse processo será total", afirmou.

O sistema de mísseis "Bulava-M" é composto por vários mísseis com cargas nucleares que poderão ser apontados para diferentes alvos e tem um raio de alcance de até 8.000 quilômetros.

Em relação aos submarinos nucleares da classe "Borei", o almirante anunciou que o modelo modernizado irá equipar a Marinha russa até 2040, mas prometeu mais.

"Queremos não só introduzir novas tecnologias, não só competir com o Ocidente, mas dar passos radicalmente novos, que nos permitam ver os submarinos da segunda metade do século 21", disse.

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