Estádios da Copa começam a tomar forma na África do Sul

Por Por António Pina, da Agência Lusa

Johannesburgo, 13 mar (Lusa) ? Sete dos estádios que vão acolher a fase final da Copa do Mundo de 2010 estão entrando na fase final de construção, enquanto os outros três já recebem jogos de futebol e de rugby.

Os estádios de Loftus Versfeld, na capital, Pretória, Royal Bafokeng, em Rustenburg, e Ellis Park, em Johannesburgo, estão já em atividade, com partidas de rugby do torneio de Super 14 e da Liga Profissional de Futebol (PSL) realizando-se nos seus novos gramados e renovadas estruturas todas as semanas.

Os três fazem parte de um conjunto de cinco estádios que foram renovados e reequipados segundo especificações da Fifa para a Copa-2010. Os restantes que caem nesta categoria são o estádio de Bloemfontein e o de Polokwane, na província do Norte, e todos eles, segundo os responsáveis, estão em fase de acabamento.

Mas os novos estádios, que aspiram a ser as novas "catedrais do futebol" da África do Sul, começam a revelar as suas linhas e formas finais à medida que os trabalhos se aproximam da fase de acabamentos.

O Soccer City, às portas do Soweto, a Sul da cidade de Johannesburgo, é a "bandeira" do torneio e o seu desenho não deixa ninguém indiferente. Uma espécie de Allianz Arena (estádio de Munique) com um sabor africano, Soccer City será o palco do jogo inaugural e da final e é o maior de todos os 10 estádios do torneio, com capacidade para 94.700 torcedores.

Soccer City, Nelson Mandela Bay (em Port Elizabeth, Cabo Oriental), Moses Mabhida (em Durban, Kwazulu-Natal), Green Point, na Cidade do Cabo, os três últimos com 70 mil lugares, foram todos construídos e deverão estar concluídos e entregues à Fifa antes do prazo limite de 15 de outubro.

O menor dos novos estádios é o Mbombela, à entrada da cidade de Nelspruit, província de Mpumalanga, e a meros 200 quilômetros da capital moçambicana, Maputo, com 46 mil lugares.

Este estádio deverá ser entregue à Fifa em julho, segundo os responsáveis do projeto, apesar de as obras terem já parado por completo em duas ocasiões em consequência de greves dos trabalhadores da construção civil.

Em 6 de fevereiro, o empreiteiro demitiu 400 operários que deram início a uma greve que não foi precedida de pré-aviso, conforme mandam as leis trabalhistas, e substitui-os de imediato. Este episódio é também ilustrativo dos elevados índices de desemprego na África do Sul, país com um pequeno exército de trabalhadores não qualificados prontos a substituírem os grevistas a qualquer momento.

Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, deverá ser, segundo o Comitê Organizador Local (COL), o primeiro dos novíssimos e maiores estádios a ser concluído, provavelmente em meados de julho.

Este estádio, também com uma arquitetura arrojada, deveria ser utilizado na Copa das Confederações ? que se inicia a 15 de junho ? juntamente com os já prontos Elis Park, Loftus Versfeld, Bloemfontein e Royal Bafokeng, mas foi eliminado do 'ensaio para a Copa' por atrasos de construção.

Atrasado para a Copa das Confederações mas o primeiro dos novíssimos estádios a ser concluído para o Mundial, o estádio de Nelson Mandela Bay passará a ser a maior e melhor infra-estrutura da província do Cabo Oriental, uma das piores equipadas do país na área esportiva.

Com a visão dos novos estádios na retina, os sul-africanos começam a ser possuídos por uma nova febre do futebol. O primeiro Mundial em solo africano está tomando forma, depois de Joseph Blatter, presidente da Fifa, ter admitido que o "plano B" foi enterrado.

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