Clássico Benfica x Sporting decide Copa da Liga neste sábado

Lisboa, 20 mar (Lusa) - A segunda edição da Copa da Liga termina neste sábado com o clássico entre Benfica e Sporting, mas com polêmicas em relação aos regulamentos e queixas ao modelo competitivo.

Embora a final reserve um dos mais importantes encontros do futebol português, o caminho até o Estádio do Algarve foi sinuoso.

As alterações no modelo competitivo foi bastante criticado por muitos clubes, que consideravam que este beneficiava as equipes grandes e tornava praticamente impossível que um time da segunda divisão lusa atingisse uma fase adiantada da competição.

De acordo com o regulamento para esta temporada, os seis primeiros colocados da primeira divisão do ano anterior entravam diretamente para a terceira fase do torneio, enquanto metade das equipes da segunda divisão ficou pelo caminho logo na primeira fase.

De fato, o Olhanense foi o único representante da Segundona na terceira fase, enquanto nas semifinais os quatro primeiros colocados da temporada anterior se classificaram: Porto, Sporting, Vitória de Guimarães e Benfica.

Contudo, a classificação do Guimarães ficou manchada pela polêmica e pelos protestos do Belenenses, que considerava que seria sua a vaga nas semis.

Com os mesmos pontos na fase de grupos, Belenenses e Vitória de Guimarães lutavam pelo lugar de melhor segundo colocado dos três grupos da terceira fase, sendo que o regulamento previa como critério de desempate o saldo de gols.

O entendimento da Liga de clubes sobre critério de desempate era a diferença de gols, mas o Belenenses defendia que era a divisão de gols marcados pelos sofridos, que lhe daria a presença nas semifinais.

O Belenenses recorreu para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que não aceitou o recurso devido a erros formais, não tendo, tomado uma posição sobre a definição do saldo de gols.

Os regulamentos da Copa da Liga levantaram ainda outro problema, que poderiam ter levado ao afastamento do Porto da competição.

De acordo com o artigo 11 do Regulamento da competição, "os clubes são obrigados a fazer participar nas suas equipes em cada jogo pelo menos cinco jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica como efetivos em um dos dois últimos jogos oficiais da temporada em curso".

Contudo, no jogo com o Vitória de Setúbal, da primeira rodada da terceira fase da competição, o Porto só utilizou um jogador (Pedro Emanuel) que tinha sido titular num dos dois jogos anteriores (Marítimo e Nacional da Madeira).

Naquele momento, a Liga esclareceu que a "obrigatoriedade de utilização de jogadores", na qual no ponto 2 escreve: "Por efetivamente utilizados entendem-se os jogadores que fizeram parte da formação inicial ou foram suplentes utilizados".

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