Portugal retoma confiança após vitória sobre África do Sul

Por Rui Barbosa Batista, da Agência Lusa

Lausanne, Suíça, 1° abr (Lusa) - O triunfo sobre a África do Sul em amistoso (2 a 0), terça-feira, reforçou a auto-confiança da seleção portuguesa e uniu mais o grupo, mas esteve longe de constituir um verdadeiro teste às capacidades da equipe de Carlos Queiroz.

Depois do comprometedor empate na corrida ao Mundial-2010, com a Suécia (0 a 0), que constituiu o terceiro empate sem gols consecutivo no grupo 1, a estrutura abanou ainda mais e, por isso, nada melhor do que acalmar as bases três dias depois com uma vitória.

Em Lausanne, Suíça, a ideia era ganhar ânimo para o único desafio ainda a "doer" nesta temporada esportiva, a visita à Albânia em 6 de junho: em 15 pontos possíveis, Portugal conquistou apenas seis, o que faz o primeiro lugar parecer apenas uma miragem (está a quatro pontos da Dinamarca, que tem menos um jogo e que venceu em Lisboa).

Num momento em que as seleções europeias começam a definir posições - e em que o desgaste começa a fazer sentir-se nos jogadores - o adversário escolhido foi o possível, mas veio mesmo a calhar para os objetivos pretendidos.

Queiroz queria reforçar posicionamentos no time titular e ver em ação novos jogadores, pois, uma vez classificado para a Copa-2010, deseja ter um núcleo de jogadores com "experiência e maturidade internacional", o que, neste momento, reconhece em apenas "12 ou 13 atletas".

O atacante (do grego AEK), que esteve no segundo gol, e os laterais direito Nelson (espanhol Betis) e esquerdo Gonçalo Brandão (italiano Siena) jogaram os 90 minutos na sua estreia pela seleção: são já oito os atletas lançados por Queiroz em nove jogos.

"Estou mais animado e confiante. A equipe marcou pontos em várias áreas. Acho que ganhamos principalmente a convicção de que mesmo fazendo mudanças na equipe - alguns jogadores e em setores distintos - esta continua a manter coerência, harmonia e consistência", observou o técnico.

Após 10 dias de treinos, Queiroz reforçou a mensagem: "Construir uma equipe sólida é o mais importante, independentemente dos nomes em campo. Ideias, balanço e equilíbrio continuam sustentáveis e consistentes. Os jogadores estão mais confiantes, conhecem-se melhor e sabem o que esperar uns dos outros e isso ajuda nas boas exibições. Acho que vamos ser mais eficientes nas nossas exibições".

Enfrentar a 72ª seleção do ranking da Fifa permitiu tudo isso à 10ª classificada, mas o teste acabou não sendo verdadeiramente, uma vez que foi bem perceptível que, frente aos organizadores do Mundial, foram vários os jogadores que já estavam com a cabeça nos clubes.

Disso se ressentiu a qualidade do futebol luso, que, apesar da vitória, não entusiasmou verdadeiramente os emigrantes que não conseguiram encher o Estádio Olímpico La Pontaise, com capacidade para perto de 16.000 lugares.

Apoio não faltou, mas, frente a uma equipe inferior fisicamente e que não aguentava quando Portugal impunha ritmos fortes, esperava-se um pouco mais de garra e determinação (visível em outros jogos), mesmo tratando-se de um amistoso.

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