Candidatura ibérica a sede de Copa terá liderança espanhola

Lisboa, 17 abr (Lusa) - O Comitê de Candidatura único de Portugal e Espanha à Copa de 2018 ou 2022 terá o formato legal de uma fundação e será encabeçado pelo presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Miguel Angel Villar.

Duas delegações das federações portuguesa (FPF) e espanhola reuniram-se nesta sexta-feira, pela segunda vez, agora em Lisboa, e concordaram em atribuir a Villar a presidência do Comitê de Candidatura, que ficará sediado em Madrid, como já tinha ficado definido no primeiro encontro.

O presidente da FPF, Gilberto Madaíl, será o presidente-adjunto deste comitê, faltando agora definir o responsável executivo desta fundação, que será escolhido até o final do mês.

Ao contrário do que tinha ocorrido em Madrid, onde estiveram presentes os presidentes das duas federações, a reunião ibérica de hoje foi liderada pelos secretários-gerais das duas federações, Ângelo Brou e Jorge Perez.

Sobre as insistentes dúvidas manifestadas pela Fifa em relação a candidaturas conjuntas, Ângelo Brou voltou a recordar que o projeto ibérico "foi registrado como candidatura única e aceito pela Fifa".

"Já estamos a trabalhar com a Fifa neste sentido", frisou o secretário-geral da FPF, voltando a desvalorizar os temores da entidade máxima do futebol mundial em relação ao risco de duplas despesas, como acontecei na edição de 2002, co-organizada por Japão e Coreia do Sul.

O seu homólogo espanhol, Jorge Perez, alinhou pelo mesmo discurso e garantiu que esta aliança ibérica não apresentará os mesmos riscos que o Mundial de 2002: "É uma candidatura única e os custos não vão disparar de modo algum".

"Estamos cada vez mais satisfeitos e unidos. O entendimento é total. Continuamos a trabalhar intensamente e acredito que temos argumentos para convencer a Fifa. Portugal e Espanha são dois países com futebol estupendo", destacou Jorge Perez.

Ângelo Brou também se mostrou otimista quanto aos argumentos que irão convencer a Fifa da viabilidade deste projeto ibérico, lembrando que está para breve a apresentação dos resultados de um estudo encomendado a universidades dos dois países.

"Vai versar a viabilidade econômica da candidatura, contabilizando os benefícios culturais, sociais e financeiros. Acredito que os resultados vão influenciar decididamente para a escolha da candidatura ibérica", prognosticou Ângelo Brou.

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